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Frente Nacionalista, a nova maluquice no Brasil

Por Genaldo de Melo
Os integrantes da FN
Recentemente um fato diferente para os padrões do pensamento político brasileiro vem chamando atenção. O fato em relevância foi a criação em abril último de um grupo organizado denominado de Frente Nacionalista (FN). O que chama mais atenção nesse grupo caracterizadamente de princípios fascistas são de fato as idéias de Benito Mussolini e Plínio Salgado. Em seu programa, existem todos os elementos do fascismo: a veneração ao Estado, a devoção a um líder forte, o combate ao “perigo comunista” e a ênfase ao ultranacionalismo.

Criada em abril de 2015, a entidade já possui mais de dois mil filiados. O objetivo da Frente Nacionalista Brasileira é juntar documentos e assinaturas para se tornar um partido político, podendo assim disputar eleições.

Entre as bandeiras defendidas estão a redução da maioridade penal para 15 anos, a privatização do sistema penitenciário, a prisão perpétua, a pena de morte para corruptos, o fim da imigração, a criminalização de símbolos comunistas e a retomada dos programas de autonomia nuclear. “Combater o consumismo/hedonismo, o ateísmo e o pós-humanismo, as ideologias de gênero, a segregação indígena em reservas, o ambientalismo radical e o pacifismo, bem como todos os vícios da modernidade é a missão principal da frente”, diz trecho da página na Internet.

Citações de Mussolini e de Plínio Salgado, fundador da Ação Integralista Brasileira (AIB), de inspiração fascista, também são recorrentes. Há dois meses, eles selaram o que chamaram de “aliança de cooperação mútua” com os skinheads “Carecas do ABC”, acusados de envolvimento em atos de violência contra LGBTs (sigla usada para se referir a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) em São Paulo.

Esse grupo planejou inclusive a realização de um congresso recentemente, mas que foi adiado para o ano que vem em função da opinião pública sobre os mesmos. Segundo seu presidente, um tal de Cristiano Machado, em breve chamará, a imprensa, a OAB, o MP e o “ativismo gay para uma conversa pública e esclarecedora”.


Pois é! Quando a gente pensa que já viu de tudo em matéria de “doidice”, aparece mais outro maluco para colocar fogo no circo!

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