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Somos os personagens da literatura inglesa

Por Genaldo de Melo

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O orgulho todo sabe que sempre foi a sombra maligna da grandeza. E quando estamos nesse estado por sentir que somos maiores que os homens e as mulheres que viveram num passado que nem imaginavam que teríamos tanta cultura ao nosso dispor e tantos métodos de adquiri-los, ele realmente torna-se mais perigoso ainda. Civilizados como nunca fomos como seres humanos, absolutamente civilizados por natureza e por condição, do ponto de vista político regredimos a condições de piores que papagaios.

Como brasileiros, conscientes do que somos, e conscientes mais ainda do podemos fazer hoje, estamos em nossa grande maioria atrelados a condição de não assumirmos a condição de que temos que fazer alguma coisa, porque senão sucumbiremos a barbárie social, politicamente falando. Aliás, porque não se ocupa às ruas como nos anos oitenta, diante de corruptos que querem no discurso combater a corrupção política alheia, se não fizeram isso antes de se elegerem a partir da própria prática da corrupção?

Se evoluímos em termos de paradigmas culturais, sociais, científicos e tecnológicos, como é que alguns de nós podemos aceitar o estado de coisas em si, em que homens literalmente corrompidos pela sua condição de conhecer mais do que os outros sobre os “parafusos” que mantém unida a máquina social, vivem literalmente para roubar cofres públicos e surrupiar consciências alheias?

Nosso orgulho é sermos melhores do que nossos antepassados, e até mesmo melhores que pessoas que a partir da condição natural da necessidade de perpetuação da espécie nos fizeram gente, mas que não estão interessados em Facebook e em WhatsApp, pois alguns preferem livros, outros preferem paz, e ainda outros não preferem ser robôs, e nem mesmo acreditar que em nome de Jesus alguns preferem demonstrar que querem ser maiores do que todos os cidadãos brasileiros que votam para serem representados, mas que de representados não têm nada, apenas têm algozes.

Vivemos literalmente uma crise de representação como nunca vivemos, pois a história tem mostrado o como somos como humanos incapazes de sermos politicamente unidos como seres humanos sem necessidades de classes sociais diferentes, porque o sangue é vermelho em todas as pessoas, e nem de gente que acha que corcunda é poder, que paletó no calor é lei, e que livros sagrados interpretados de maneira errada ou obras líquidas de "dezoito anos" que fazem a cabeça são a reza e o caminho a seguir.

Basta de pequenos exércitos de opinião de poucos para muitos, quando os poucos querem o sangue, literalmente o sangue dos muitos, para construírem e viveram em seus castelos de cristais alheios, e basta do orgulho exacerbado porque politicamente estamos piores humanamente falando que nossos antepassados, porque estamos piores que papagaios. Porque pensamos e não agimos, apenas repetimos, enquanto poucos se locupletam da boa vontade do povo, e da incapacidade planejada dos poucos que aprenderam a roubar.

Estamos nesse estado de coisas piores em condição humana politicamente, que os personagens de Aldoux Huxley, George Orwell e Anthony Burgees! Mas por enquanto ainda continuamos humanos para ainda pensar, se quisermos sobreviver sem barbárie! considerando que ainda temos os ‘acunhalados” da vida para defender interesses então!

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