Pular para o conteúdo principal

Inteligência artificial não sustenta governo


Por Genaldo de Melo

Passado as eleições e depois de 50 dias de governo de Bolsonaro, o espanto e as perguntas que eram somente de domínio dos membros do campo da esquerda brasileira, bem como daqueles cidadãos que não votaram nele, começam a surgir também como ingredientes dos próprios eleitores dele. E a principal delas é como Bolsonaro conseguiu se eleger?

O homem foi eleito como contraponto ao petismo, sem nenhum tipo de diálogo mais plausível com a sociedade brasileira, sem participar de nenhum debate público onde se inscrevem os programas dos grupos políticos que disputam o poder, apenas falando grossas bobagens artificiais como se no país ainda tivesse espaço para ditadores. A eleição de Bolsonaro se inscreveu como inflexão na história do marketing político no Brasil, pois ele foi eleito porque o povo foi “deseducado” politicamente.

Pela primeira vez se utilizaram tecnologias para gestão da opinião pública com emprego de algoritmos de inteligência artificial sobre o conjunto de informações disponíveis sobre cada indivíduo. Após processamento, resultou estratégia de mobilização em redes sociais, através de grupos de whatsapp, facebook e outras redes sociais. Para isso, empregaram-se robôs digitais, capazes de buscar, processar e devolver informações de maneira mais ou menos autônoma.

Mas uma vez eleito e contrariando tudo aquilo que disse minimamente aos seus admiradores, o encanto começa a cair por terra, porque em tão pouco tempo seus próprios eleitores começam a observar que ele não foi eleito para defender os interesses de todo o conjunto da sociedade, mas apenas de pequena minoria conservadora do setor financeiro, da ala conservadora neopentecostal, e dos grupos de mídia tradicionais que se alinharam aos banqueiros.

Porém uma coisa é certa, a inteligência artificial pode até servir para fazer campanha, mas fazer campanha permanente ela não serve. E pelos prognósticos iniciais, conforme pesquisa CNT/MDA demonstra, a imprensa tradicional, os insatisfeitos politicamente que observam o estelionato eleitoral, os banqueiros que já começam a ficar desconfiados, podem derrubar Bolsonaro mais cedo que ele pensa!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A FRAQUEZA E AS DOENÇAS DE UM LÍDER PEQUENO

Por Genaldo de Melo O líder político deve ser sempre o mais forte, moral e espiritualmente, do grupo que lidera, ou pelo menos parecer ser. Fraqueza é a premissa mais incoerente que existe na natureza de quem  deseja liderar politicamente um povo. Apenas no extremismo político a fraqueza pode ser considerada coisa boa, porque um fanático não enxerga tal coisa como negativa. Apenas os apedeutas do extremismo são verdadeiros analfabetos políticos. Como compreender o ex-presidente que sempre arrotou valentia, vomitava intolerância, violência e ódio continuar com tantos seguidores demonstrando fraqueza e se vitimizando o tempo todo quando a coisa aperta para ele? Não o considero líder de nada, apenas de oligofrênicos! O homem foi condenado a ficar fechado na cadeia a mais de vinte sete anos por crimes que evidentemente cometeu, conforme o Código Penal e a Constituição Federal, e fica todo dia inventando coisas para voltar para casa para voltar a encrencar e infernizar a vida do povo br...

LITERATURA

 

A cada dia aumenta o número de pré-candidatos em Feira de Santana, agora é Dilton Coutinho

Por Genaldo de Melo Mais um nome entra na fogueira das discussões e cogitações para ser candidato ao Paço Municipal em Feira de Santana, e o assunto não deixa de ser cogitado hoje em rodas de conversas, jornais, sites e blogs, além do mundo política da cidade. Dessa vez surge como candidato o radialista Dilton Coutinho, nome bastante conhecido nos meios de comunicação local. Ontem em entrevista no seu programa Acorda Cidade na rádio Sociedade de Feira FM o deputado federal Fernando Torres (PSD) disse ser pré-candidato a prefeito, mas caso Dilton resolva ser do mesmo modo, ele oferece seu partido para abrigar o comunicador como candidato: “Eu sou pré-candidato a prefeito de Feira de Santana, mas se você for Dilton Coutinho eu abro mão. O PSD está a sua disposição amigo Dilton Coutinho”, disse Fernando Torres, presidente do PSD no município. Do mesmo modo a discussão apareceu ontem na Câmara de Vereadores pela vereadora Eremita Mota (PDT e pelo vereador David Neto (PTN).