Por Genaldo de Melo

Do que já li sobre política, bem como do que
conheço da própria política como coisa em si, nunca vi alguém jogar fora em tão
pouco tempo um "amigo", e ao mesmo tempo, humilhá-lo publicamente.
Bolsonaro fez exatamente isso com Bebianno.
Por isso que não acredito que essa coisa vai
terminar por aqui, principalmente porque se trata do homem que foi o tesoureiro
de uma campanha eleitoral vitoriosa para Presidente que prestou contas somente
de R$ 2,4 milhões. Coisa inédita, pois nem
candidato à prefeito de cidade pequena gasta tão pouco!
De duas uma, pode ter chantagem dos dois
lados. O problema é que um lado tem a cadeira de Presidente, já articulando
para sair do próprio partido que alugou do que sai humilhado e com um balaio de
segredos.
Vamos esperar as próximas jogadas desse
tabuleiro de xadrez, porque política real não é eleição. A política real é
agora, e parece que os Bolsonaros são atrapalhados, porque em tão pouco tempo
faz uma demissão truculenta, com requintes de humilhação. Sei não!
Não se humilha em praça pública um derrotado
que foi tesoureiro, a não ser que os segredos contra este sejam mais cabeludos!
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