Por Genaldo de Melo
O Partido Social Liberal (PSL)
do Presidente da República sempre esteve no submundo da política brasileira,
pois antes nunca passara de uns poucos míseros deputados e das bravatas de
Gustavo Bebiano e Luciano Bivar. Não bastasse isso outro bravateiro encostou
neles, ou seja, Jair Bolsonaro.
Mas
eles passaram dos limites mesmo dizendo que iriam acabar com a corrupção, pois
tudo não passava de coisa dos petistas. Os
sinais estão surgindo de que os membros do PSL podem ter feito lavagem de
dinheiro e desvio de recursos públicos, usando nada mais nada menos do que
"laranjas".
A Folha de São Paulo faz
denúncia "bomba" de que entre tantos casos que começam a surgir de
debaixo dos tapetes do partido do Presidente, o mais grave aconteceu em
Pernambuco. A candidata Maria de Lourdes Paixão Santos, que teve apenas 274
votos, recebeu faltando quatro dias para a eleição a quantia de R$ 400 mil.
Até aí tudo bem, nada de errado
nisso! Mas estranhamente para quem sabe o que é uma campanha eleitoral ela
gastou 95,08% desse valor, apenas com material gráfico, faltando apenas quatro
dias para a eleição, ou seja, gastou R$ 380.300,00 numa só gráfica, a Itapissu
Gráfica Ltda.
Foram duas transferências no
dia 03 de outubro (mesmo dia que recebeu o dinheiro do PSL em conta no Bradesco)
nos valores de R$ 261.000, e R$ 47.500,00, e no dia 11 do mesmo mês foram mais
duas transferências de R$ 71.000,00 e R$ 800,00.
Para bom entendedor de
campanhas eleitorais, o TSE precisa investigar isso. Como é que recebe tanto
dinheiro faltando quatro dias para a eleição, gasta toda essa fortuna apenas
com material gráfico, e na mesma gráfica, tendo apenas 274 votos? Foi o voto
mais caro da história de campanhas políticas brasileiras, pois cada voto custou
R$ 1.459,85!
Interessante observar também é
que o Presidente eleito pelo mesmo PSL, Jair Bolsonaro, teve 57 milhões de
votos e gastou segundo os dados do TSE apenas R$ 2,4 milhões. Que disparate!
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