Pular para o conteúdo principal

Vereadores de Feira de Santana não cumprem prerrogativa constitucional

Por Genaldo de Melo
Nadando contra a corrente da democracia representativa, a Câmara de Vereadores de Feira de Santana há muito tempo não cumpre uma regra elementar e constitucional, quanto ao número de representantes de conformidade com o número da população local. Todo município que comporta uma população que ultrapasse os 600 mil habitantes pode ter até 27 vereadores.
Não se tem uma explicação plausível do porque a Câmara Municipal de Feira de Santana, ainda mantém um numero de vereadores reduzidos, de apenas 21 enquanto pode ter 27. Segundo algumas Informações os edis não aprovam o aumento dos vereadores de 21 para 27, porque teriam que reduzir o número de assessores, argumento que não justifica a Casa não se enquadrar na Lei. Até as cadeiras já estão completas no plenário, porém vazias.
Muita gente é contra o aumento de representantes, porque acha que aumentará os custos para a população sustentar. Esse argumento também não é plausível, pois a Câmara recebe o dinheiro exato para que tenha exatamente o número de representantes que a Constituição permite (art. 29 da Constituição Federal, juntamente com a Emenda nº 58, de 2009, definida no inciso IV).
Em Feira de Santana comunidades inteiras não têm seus representantes, porque com o número reduzido de vereadores, são sempre reeleitos as mesmos senhores para que a população, em vez de ter representantes locais para lutar pelos interesses comunitários, passe a mendigar favores, como se os poucos edis que se reelegem em todas as eleições trabalhem como pequenos “prefeitinhos”.
É a pequena política como negócio, e não a grande política como prerrogativa da representatividade que o povo de Feira de Santana merece! É preciso cumprir essa regra constitucional para abrir mais espaços para a participação de mais representantes das comunidades locais para debater os problemas do município, e não ficar apenas restrito a alguns pouco membros que mais parecem empregados do Chefe do Executivo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A FRAQUEZA E AS DOENÇAS DE UM LÍDER PEQUENO

Por Genaldo de Melo O líder político deve ser sempre o mais forte, moral e espiritualmente, do grupo que lidera, ou pelo menos parecer ser. Fraqueza é a premissa mais incoerente que existe na natureza de quem  deseja liderar politicamente um povo. Apenas no extremismo político a fraqueza pode ser considerada coisa boa, porque um fanático não enxerga tal coisa como negativa. Apenas os apedeutas do extremismo são verdadeiros analfabetos políticos. Como compreender o ex-presidente que sempre arrotou valentia, vomitava intolerância, violência e ódio continuar com tantos seguidores demonstrando fraqueza e se vitimizando o tempo todo quando a coisa aperta para ele? Não o considero líder de nada, apenas de oligofrênicos! O homem foi condenado a ficar fechado na cadeia a mais de vinte sete anos por crimes que evidentemente cometeu, conforme o Código Penal e a Constituição Federal, e fica todo dia inventando coisas para voltar para casa para voltar a encrencar e infernizar a vida do povo br...

ONU e Conab assinam acordo para troca de experiências de combate à fome

Por Genaldo de Melo Com o objetivo de fortalecer iniciativas contra a fome e voltadas para a segurança nutricional, representantes do Programa Mundial de Alimentos da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Companhia Brasileira de Abastecimento (Conab) assinaram hoje (30) um documento para promover intercâmbio de experiências entre o Brasil  e outros países em desenvolvimento.  Segundo o diretor do Programa de Alimentos da ONU, Daniel Balaban, países da África e da Ásia usarão experiências brasileiras com exemplo para a implantação de programas que devem ajudar no combate à fome, com o fortalecimento da agricultura familiar. Entre as iniciativas citadas por Balaban, os destaques são os programas de aquisição de alimentos do governo brasileiro e o de alimentação escolar, por meio do qual escolas públicas incluem na merenda produtos da agricultura familiar. “O mais importante é que esses países consigam, a partir da experiência brasileira, implantar seus próprios programas...

LITERATURA