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A CUT enlouqueceu... Ou está aparelhada?

Por Genaldo de Melo
Em nenhum lugar do mundo a liberdade e a democracia plena jamais funcionaram quando prevaleceram opiniões e valores políticos pautados nos interesses individuais, bem como de grupos aparelhados, ou no poder econômico ou na fortaleza do Estado.
A diversidade política necessária ao bom andamento da coisa pública e da Sociedade Civil deve-se necessariamente ser incentivada e trabalhada naturalmente. Se o Estado existe para cumprir sua missão, a Sociedade Civil também tem a sua missão. Se o Estado tem suas condições financeiras para cumprir sua missão, a Sociedade Civil organizada também tem o direito de não ter suas condições financeiras para trabalhar, ceifadas por interesses de poucos.
O Movimento Sindical do Brasil, e seus Aparelhos Privados de Hegemonia, não podem aceitar que apenas uma força do próprio Movimento ache que pode mais do que as outras, a ponto de propor coisas absurdas como o fim do Imposto Sindical. Foi o Imposto Sindical que contribuiu até hoje para que as forças sindicais progressistas, que sempre defenderam os interesses dos trabalhadores/as, de fato existissem e cumprissem sua missão, defender os trabalhadores/as brasileiros.
Acabar com o Imposto Sindical somente porque a CUT quer e acha que é a única Central Sindical no Brasil é um disparate sem limites, que faz a gente comparar a postura com outras situações estreitas que não deram certa na história.  Se depois de tantos anos de lutas históricas para que a Sociedade Civil pudesse pautar os governos com reivindicações da própria sociedade, for por “água abaixo”, porque o Movimento Sindical pode ficar sem condições financeiras para trabalhar e defender os trabalhadores/as, assim estará todos no fim do mundo. Movimento Sindical não é Terceiro Setor, é bom ficar claro isso, e nem existe para terceirizar serviços do Estado!
O capitalismo vive de lucro e escraviza na maioria dos casos as classes trabalhadoras, que somente querem melhores salários e valorização do trabalho. E para lutar e fazer com que as reivindicações dos trabalhadores/as avancem é necessário de recursos financeiros do Imposto Sindical, que é mantido pelos próprios trabalhadores/as. O verdadeiro sindicalismo não existe para prestar serviços ao Estado, nem sobrevive de convênios e contratos com o próprio Estado. Imposto Sindical não sai dos bolsos dos proprietários dos aparelhos econômicos, sai exatamente dos bolsos dos trabalhadores/as que precisam do seu sindicato para lutar.
Plebiscito para acabar com o Imposto Sindical significa estreiteza de sindicalistas de fachada, que estão enganando os trabalhadores/as, e do mesmo modo enganando o próprio Governo. Acabar com esse Imposto é dizer tacitamente para a sociedade, que no Brasil não existe disputas de interesses sociais, políticos e econômicos, que apenas o lado dos mais fortes, os donos das fábricas, dos bancos, ou seja, das estruturas do lucro exacerbado, definem quem deve e quando deve ganhar na sociedade. Ou seja, os escravos do trabalho terão que ficar calados, enquanto os colarinhos azedos definem...
Pensar isso deve ter sido idéia de alguém que gosta muito de ar condicionado e chocolate quente. Será que consultaram a CNI ou a CNA e outros aparelhos do patronato brasileiro, que também usufrui de Imposto Sindical? Ou será que estão pensando que serão donos eternos do Poder?
Os verdadeiros aparelhos do sindicalismo brasileiro, que são sérios e pautados nos verdadeiros valores do sindicalismo, aqueles que sem rancor e sem sede de poder e dinheiro fácil, sabem que o papel das Centrais Sindicais é defender a parte mais frágil da sociedade, que são os trabalhadores/as, e que precisam do Imposto Sindical.
A CUT parece que enlouqueceu...! Quem é ela mesmo na estrutura sindical brasileira hoje? Qual seu papel de fato? Vamos esperar as respostas em Movimento.

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