Pular para o conteúdo principal

Maia substitui Dilma e quer equilibrar situação com base aliada

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), disse nesta quinta-feira (22) que é preciso definir um calendário de votação do novo Código Florestal para que se possa votar o projeto da Lei Geral da Copa, prioridade para o Executivo. Marco Maia assumirá na próxima semana a Presidência da República em função das viagens de Dilma Roussef e do seu vice, Michel Temer, ao exterior.
Maia garantiu que, mesmo no Palácio do Planalto, vai se reunir com as lideranças na tentativa de acalmar os ânimos dentro da própria base aliada. Dilma segue para a 4ª Cúpula do Brics, em Nova Delhi, na Índia, e Temer participa de reuniões sobre segurança nuclear, na Coreia do Sul.

“Essas substituições são naturais. Vamos tentar, na próxima semana, equilibrar um pouco essa situação [na base aliada], que pode ocasionar, inclusive, a postergação das discussões”, disse. “Temos uma divergência entre o governo e a base, da base com a oposição, no que diz respeito à votação do novo Código Florestal. Todo o esforço que vamos fazer até a próxima semana é no sentido de chegar a um acordo em relação ao Código Florestal que permita estabelecer um processo de discussão e votação”, completou Maia.

O presidente da Câmara reconheceu que as derrotas que o governo sofreu ontem (21) nas comissões são resultado da desarticulação da base aliada. “Quando não se tem acordo de um ponto importante, que é o novo Código Florestal, e onde há uma vontade de parcela significativa dos deputados em votar a matéria, é obvio que isso vai em cadeia tomando conta de todos os debates e discussões na Casa”, explicou.

Adiamentos

Nesta quarta-feira (21), com apoio de vários partidos da base aliada, a votação do projeto da Lei Geral da Copa foi mais uma vez adiada. As legendas governistas entraram em obstrução logo na votação do primeiro requerimento da oposição que pedia a retirada de pauta da Lei Geral da Copa. Com a obstrução, não se alcançou quórum suficiente para a votação do requerimento, o que levou o presidente da Câmara a encerrar a sessão.

A obstrução ocorreu, principalmente, porque esses partidos querem atrelar a definição sobre o projeto da Lei Geral da Copa à votação do novo Código Florestal. As legendas exigem que Marco Maia marque a data para a votação do código e se comprometa a colocá-lo em votação na data marcada para que eles possam então votar a Lei da Copa.

Fonte: Agência Brasil

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A FRAQUEZA E AS DOENÇAS DE UM LÍDER PEQUENO

Por Genaldo de Melo O líder político deve ser sempre o mais forte, moral e espiritualmente, do grupo que lidera, ou pelo menos parecer ser. Fraqueza é a premissa mais incoerente que existe na natureza de quem  deseja liderar politicamente um povo. Apenas no extremismo político a fraqueza pode ser considerada coisa boa, porque um fanático não enxerga tal coisa como negativa. Apenas os apedeutas do extremismo são verdadeiros analfabetos políticos. Como compreender o ex-presidente que sempre arrotou valentia, vomitava intolerância, violência e ódio continuar com tantos seguidores demonstrando fraqueza e se vitimizando o tempo todo quando a coisa aperta para ele? Não o considero líder de nada, apenas de oligofrênicos! O homem foi condenado a ficar fechado na cadeia a mais de vinte sete anos por crimes que evidentemente cometeu, conforme o Código Penal e a Constituição Federal, e fica todo dia inventando coisas para voltar para casa para voltar a encrencar e infernizar a vida do povo br...

LITERATURA

 

FHC sobre Cunha: “Se tivesse um pouco mais de visão de Brasil, ele renunciaria”

O ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso defendeu nesta segunda-feira (23) o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e afirmou que, se o peemedebista “tivesse um pouco mais de visão de Brasil, ele renunciaria”. Em seguida, FHC disse que Cunha “vai ter de ser renunciado”.  A afirmação foi dada durante entrevista após um seminário sobre Meio Ambiente e Sustentabilidade realizado pelo Instituto Teotônio Vilela (ITV), em São Paulo.  “A minha posição é clara. Eu já disse há muito tempo que eu achava isso. O presidente da Câmara não tem mais condições morais e nem políticas de continuar exercendo o cargo. Se ele tivesse um pouco mais de visão de Brasil, ele renunciaria. Não tendo, vai ter de ser renunciado”, afirmou o ex-presidente após ser questionado sobre a situação de Cunha.  O presidente da Câmara responde a processo de cassação no Conselho de Ética da Casa, acusado de ter mentido quando afirmou em depoimento à CPI da Petrobras que nã...