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CUT lança campanha contra a contribuição sindical; CTB critica

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) lançou nesta segunda-feira (26), em Campinas (SP), uma campanha nacional contra a contribuição sindical.

Em declaração à imprensa, o presidente da CUT, Artur Henrique, disse que a base da campanha é a proposta de um plebiscito nacional para saber a opinião dos trabalhadores sobre a cobrança da contribuição.

Segundo informações do Ministério do Trabalho e Emprego, em 2011 foi recolhido R$ 2,5 bilhões referentes à cobrança. Esse valor é distribuído entre os sindicatos (que ficam com 60% do total), as federações (15%), as centrais (10%), o Ministério do Trabalho e do Emprego (10%) e as confederações (5%).

Na semana passada a CUT anunciou que gastará mais de R$ 1,5 milhão em uma campanha publicitária (comerciais de TV e rádio, e anúncios em outdoors e jornais) pelo fim da contribuição.

Em entrevista ao Vermelho o presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Wagner Gomes, disse que com essa ação a CUT levanta uma antiga bandeira patronal. “Essa campanha é desserviço para os trabalhadores, não possui unidade no movimento sindical, pois uma ação como está só beneficia o patrão e enfraquece o movimento sindical”.

Wagner explicou que a contribuição sindical equivale a um dia trabalho, e é descontada dos trabalhadores todo mês de março. “Essa campanha fragiliza os sindicatos e estigmatiza seus dirigentes perante os trabalhadores”, disse ao Vermelho.

“Enquanto lutamos pelo fortalecimento das centrais, pela união dos trabalhadores, pela valorização do setor, a CUT vai na contramão e levanta uma discussão sem sentido, que não favorece os trabalhadores. Será que esta central não observa as demandas de fundo que estamos enfrentando hoje?”, questionou o dirigente.

O presidente da CBT acrescentou que “enquanto as outras centrais estão preocupadas com o Brasil, com nossa indústria, com a crise aqui e nas nações amigas, como a Grécia, Portugal e Espanha, a CUT serve de quinta coluna para desviar a atenção da luta dos trabalhadores. Em que se pese, apenas a CUT e o patronato defendem está bandeira. A CTB lamenta o papel assumido pela CUT”.

“A CTB possui uma longa jornada na defesa da contribuição sindical e pela unicidade das centrais. Além desse debate ser incompreensível, a atual conjuntura não permite uma discussão como essa, afinal questões como fim do fator previdenciário, redução da jornada, juros e desindustrialização são muito mais importantes do que está discussão. Isso é lamentável e a CTB repudia essa posição”, finaliza Wagner.

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