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Conselho Mundial da Paz: vivemos uma época de mudanças

Editorial do Vermelho

É uma época em que se impõe o fortalecimento da luta dos povos contra o imperialismo e pela paz mundial. Este é a principal preocupação da Assembleia do Conselho Mundial da Paz que tem início no dia de hoje (20), na capital do Nepal, Katmandu.

Serão analisados, na Assembleia – e, no dia 23, na Conferência do Conselho Mundial da Paz – a situação atual do mundo, os pontos fundamentais da luta em cada região do planeta, as bandeiras políticas e os desafios que serão enfrentados no próximo período.

Desde a última assembleia, ocorrida em Caracas (Venezuela), em 2008, a crise econômica mundial (que teve início naquele ano, com centro nos EUA) se aprofundou, criando uma situação de mudanças geopolíticas na qual se acentua o declínio relativo do imperialismo dos EUA e das anquilosadas potências europeias, ao mesmo tempo em que se fortalece a ascensão de novos protagonistas na cena mundial, os chamados países emergentes (particularmente o BRICS: Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul), fortalecendo a luta das nações por seu desenvolvimento e por sua autonomia e soberania nacionais.

O agravamento da crise e a emergência dessa nova situação geopolítica que coloca em xeque a velha distribuição do poder no mundo, que tinha no topo as nações imperialistas da Europa e os EUA, impondo seus interesses e sua hegemonia aos povos, criam novas ameaças à paz mundial.

O centro destas ameaças está nos EUA que constituem, cada vez mais, o principal fator de instabilidade e fomento de agressões contra os povos no mundo. Os EUA detêm ainda, apesar da crise que leva a seu declínio relativo, a maior força militar e mesmo na esfera econômica no planeta. E seu governo atua, em todas as regiões do mundo, para manter e mesmo recuperar sua hegemonia, usando para isso principalmente a ameaça militar, que se traduz numa crescente repressão social (inclusive de seu próprio povo) e no fortalecimento da instrumentalização e militarização das Nações Unidas. Neste sentido, aumentou o papel da Otan como braço armado do imperialismo, particularmente dos EUA.

O orçamento militar cresce, a despeito da crise econômica – em 2012 o aumento foi de 50% em relação a 2011; a soma dos gastos militares dos países membros da Otan chegou a 2,6% do PIB mundial. Somente nos EUA o orçamento militar, em 2011, foi de US$ 700 bilhões! É a metade do que se gasta em armas em todo mundo; se forem somados ao orçamento da Otan, correspondem a 72% das despesas militares em todo o mundo.

Ao lado deste espantoso incremento do orçamento para financiar as ameaças contra os povos, as pressões políticas, diplomáticas e militares se desdobram em novos argumentos para ameaçar os povos, que se somam aos antigos. Teses condenadas desde a derrota do nazifascismo, na década de 1940, são recolocadas em pauta, entre elas a defesa da “guerra preventiva” ou o “direito de proteger” para justificar agressões contra os povos. Sob este manto legitimador, o imperialismo financia e fomenta a ação de esquadrões da morte e de grupos clandestinos armados, para cometerem graves crimes contra a humanidade, a exemplo do que ocorreu na Líbia em 2011 e, agora, acontece na Síria.

Há um clima de guerra que se espalha pela Ásia, Oriente Médio, África e América Latina, e ele conforma o maior esforço que o imperialismo já fez, em sua história, para manter o atual status quo no mundo, favorecer o seu domínio e submeter à sua superada hegemonia os povos que lutam por sua soberania.

Neste quadro ameaçador, a Assembleia do Conselho Mundial da Paz tem tarefas e desafios gigantescos, que se traduzem no lema "Vamos fortalecer a luta dos povos pela paz, contra o imperialismo, guerras e exploração", que será – até o dia 23, quando ocorrerá a Conferência do Conselho Mundial da Paz – debatido por líderes e organizações que lutam pela paz e contra o imperialismo e suas guerras.

Os povos olharão para Katmandu, nestes dias, com esperanças renovadas – ali estarão sendo debatidos o futuro das nações e dos povos, os desafios do presente e os caminhos para superá-los.

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