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Os dedos-duros do novo ditador

Por Genaldo de Melo
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Em artigo de hoje Tereza Cruvinel denuncia que no governo interino de Michel Temer uma velha prática da época da ditadura militar começa a entrar em voga de novo no Brasil, ou seja, começa–se de novo a institucionalizar a fofoca e o jogo do dedurismo semelhante ao que era feito na ditadura militar na Divisão de Segurança e Informação (DSI), imitando o chamado marcartismo americano. Na época da ditadura militar em todos os ministérios tinha gente infiltrada para dedurar qualquer um dos funcionários que falasse ou mesmo fosse contra aos feitos do Governo. No momento parece que está a acontecer a mesma coisa, qualquer pessoa que não concorde com as ações do governo interino de Michel Temer ou mesmo que seja simpatizante do governo de Dilma Rousseff ou mesmo simpatizante do PT é entregue de bandeja para perder seu cargo ou emprego. Para Tereza “As delações funcionaram na EBC, no Minc e no Ministério da Saúde para ajudar os superiores na montagem das listas de demitidos. O próprio embaixador Fernando Igreja foi destituído da chefia do Cerimonial do Itamaraty esta semana, nas vésperas das Olimpíadas, por ter feito postagens em tom crítico ao processo de impeachment. E ainda que não tivesse feito, era conhecida sua identificação com a política externa anterior”. Parece que Michel Temer está começando a imitar os pequenos ditadores políticos do século passado que não gostavam do contraditório, e isso é péssimo para a democracia, para o Estado e para o povo brasileiro, enfim. A história é a prova dos nove!

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