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Cada vez mais se anuncia a importante resistência dos bancários

Por Genaldo de Melo
O impasse entre bancários e banqueiros continua, e parece que estes últimos não estão interessados em atender as exigências legais daqueles outros, e enquanto isso a sociedade compreensiva espera. Em todo o país são 13.077 agências bancárias fechadas e 48 centros administrativos. O número representa 56% de todas as agências no Brasil (os dados são da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, CONTRAF).

Trabalhadores de outras categorias deveriam seguir o exemplo dos bancários na luta pelos seus direitos, porque estes corajosamente estão dispostos a continuar lutando, porque não tem sentido tanto lucro, e tanto desprezo pela categoria. Juntos os maiores bancos do país, Bradesco, Itaú, Banco do Brasil e Santander, lucraram no segundo trimestre de 2016 R$ 13 bilhões. O valor ficou acima do mesmo período do ano passado, quando lucraram R$ 12 bilhões, segundo a agência Economática, que monitora informações financeiras. Uma verdadeira mixaria!

Não dá para compreender os banqueiros em não se interessar em atender aos pedidos legais dos trabalhadores! Os bancários estão reivindicando apenas 14% de aumento sobre os salários e benefícios, piso salarial de R$ 3.940,24, vale alimentação, vale refeição, 13ª cesta, e auxílio-creche/babá no valor de R$ 880,00 ao mês, e melhores condições de trabalho. Porque diante de tanto lucro não se atende isso?

O reajuste é plenamente possível de ser atendido pelos bancos, mas a Federação Nacional dos Bancos (FENABAN), disse que o reajuste oferecido está acima da inflação prevista pelo governo “ilegítimo” de Michel Temer para os próximos 12 meses. Na nota a FENABAN afirma que apresentou uma proposta de aumento de 7% para salários e benefícios, somado a um abono de R$ 3.300,00, que somado ao reajuste salarial supera a inflação prevista para os próximos 12 meses. Ridículo isso!

Como conselho aos bancários e suas organizações sindicais fica a idéia de que além de continuarem com sua paralisação legal, façam também duas coisas. Primeiro convençam também ao resto da categoria daquelas 44% das agências bancárias ainda em funcionamento a parar, porque somente assim os banqueiros vão sentir o veneno correndo em suas veias, e sentar para atender ao mínimo que se pede diante de tanto lucro.

E segundo é necessário que os bancários e suas organizações sindicais também formulem mecanismos de comunicação com a sociedade, para que esta compreenda, e também participe da luta contra este setor da economia brasileira que mais lucra, indiscutivelmente que mais lucra! Porque é uma vergonha, apesar do lucro bilionário nos últimos meses, os bancos se recusarem a dá aumento real aos trabalhadores. Mas morda meu dedo, que não dói!

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