Pular para o conteúdo principal

Na última chance a descoberta de que Eduardo Cunha não tinha amigos importantes em Brasília

Por Genaldo de Melo
thumb image
Como um impávido colosso às avessas, Eduardo Cunha, o “Senhor dos Anéis” da política brasileira recente, resistiu em seu filibuster político até as últimas conseqüências. Nunca um único homem conseguiu durante tanto tempo deixar em suspenso sobre sua feitiçaria incontida de detalhes estapafúrdios os bastidores de Brasília e a Opinião Pública. Parecia que ele estava na condição superior sobre todos os outros abutres políticos, que depois de tantas denúncias que lhe caíram às costas, ninguém tinha coragem de derrubar-lhe, se bem que outros lhe defendiam até com “unhas e dentes”.

Foi usado na sua condição de presidente da Câmara dos Deputados e ajudou a derrubar Dilma Rousseff da Presidência da República, que teve democraticamente 54 milhões de votos, sem os devidos crimes que lhe imputavam. E quando não mais servia aos interesses de alguns foi colocado na condição de bode expiatório, e teve que teatralmente ameaçar derrubar 150 deputados, depois ensaiou um chamado dossiê contra 200 deputados que ele tinha que sustentar, que não apareceu, fez das “tripas o diabo”.

Eduardo Cunha deixou nas entrelinhas que Michel Temer deveria lhe defender porque ele sabia demais sobre o Porto de Santos, deixando no “ar” que havia também lhe grampeado sobre assuntos espinhosos. Mudou durante esse período até de religião, enquanto sua mulher ninguém, nem mesmo o juiz Sérgio Moro, encontrava o endereço para uma intimação judicial...

De repente, não mais que de repente, na noite fatídica do dia 12 de setembro para ficar na história que apenas um homem que quis ficar nos livros de história como bandido, seus algozes pela primeira vez, sem medo e nem piedade, cortaram seu pescoço na guilhotina política, e ele finalmente caiu. De novo na falsa tranquilidade que lhe é peculiar saiu do plenário ainda arrogante, como se deixasse claro que ainda tem muita "coisa" para contar ao Brasil, talvez em uma delação premiada.

Foram exatos 450 deputados seus algozes, com apenas 10 deputados que revolveram continuar fiéis aos seus ditames, e nove deles que se abstiveram, talvez ainda com medo, ou ficaram com pena de seu choro na hora da queda. Agora é que veremos o que de fato este homem sabe das entranhas malditas do jogo mais sujo e nojento dos corredores de Brasília. Tchau, querido!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A FRAQUEZA E AS DOENÇAS DE UM LÍDER PEQUENO

Por Genaldo de Melo O líder político deve ser sempre o mais forte, moral e espiritualmente, do grupo que lidera, ou pelo menos parecer ser. Fraqueza é a premissa mais incoerente que existe na natureza de quem  deseja liderar politicamente um povo. Apenas no extremismo político a fraqueza pode ser considerada coisa boa, porque um fanático não enxerga tal coisa como negativa. Apenas os apedeutas do extremismo são verdadeiros analfabetos políticos. Como compreender o ex-presidente que sempre arrotou valentia, vomitava intolerância, violência e ódio continuar com tantos seguidores demonstrando fraqueza e se vitimizando o tempo todo quando a coisa aperta para ele? Não o considero líder de nada, apenas de oligofrênicos! O homem foi condenado a ficar fechado na cadeia a mais de vinte sete anos por crimes que evidentemente cometeu, conforme o Código Penal e a Constituição Federal, e fica todo dia inventando coisas para voltar para casa para voltar a encrencar e infernizar a vida do povo br...

Temer resolveu comprar briga, vai cortar o ponto dos servidores públicos

Por Genaldo de Melo O governo de Michel Temer, o mais impopular de história republicana, que já gastou R$ 29,8 milhões em propaganda tentando se viabilizar politicamente, resolveu mostrar suas unhas e seus punhais, principalmente para os servidores públicos federais. Com o monitoramento que seus assessores fizeram da mobilização que acontecerá dia 28 de abril pelo país afora, resolveu que vai cortar o ponto de quem participar da mesma. Ou seja, com isso se prova dois pontos elementares desse governo ilegítimo. O primeiro, que o governo chegou a conclusão de que nunca teve povo ao seu lado, e nem nunca vai ter, principalmente porque está impondo uma agenda neoliberal sem debater com a sociedade. Ou seja, o povo vai prá rua contra seu governo e suas reformas, porque já compreendeu que ele quer mesmo é que o povo se arrebente, porque não gosta mesmo dele. Segundo, ele agora resolveu que como não teve votos para ser Presidente da República pode fazer o que quiser com o pov...

A cada dia aumenta o número de pré-candidatos em Feira de Santana, agora é Dilton Coutinho

Por Genaldo de Melo Mais um nome entra na fogueira das discussões e cogitações para ser candidato ao Paço Municipal em Feira de Santana, e o assunto não deixa de ser cogitado hoje em rodas de conversas, jornais, sites e blogs, além do mundo política da cidade. Dessa vez surge como candidato o radialista Dilton Coutinho, nome bastante conhecido nos meios de comunicação local. Ontem em entrevista no seu programa Acorda Cidade na rádio Sociedade de Feira FM o deputado federal Fernando Torres (PSD) disse ser pré-candidato a prefeito, mas caso Dilton resolva ser do mesmo modo, ele oferece seu partido para abrigar o comunicador como candidato: “Eu sou pré-candidato a prefeito de Feira de Santana, mas se você for Dilton Coutinho eu abro mão. O PSD está a sua disposição amigo Dilton Coutinho”, disse Fernando Torres, presidente do PSD no município. Do mesmo modo a discussão apareceu ontem na Câmara de Vereadores pela vereadora Eremita Mota (PDT e pelo vereador David Neto (PTN).