Por Genaldo de Melo

Partidos políticos nascem, crescem, atingem
maioridade eleitoral e política, e naturalmente tendem a desaparecer como
qualquer outro, pois é da natureza dialética da política. Alguns conseguem sobreviver
a todos os reveses e contratempos que a própria história impõe e demoram mais.
Mas mesmo assim é natural se saber que um dia eles morrem politicamente mesmo
assim.
Mas em nenhuma circunstância um partido
político pode ter vida longa quando ele é sustentado pelo personalismo presente
em nossa cultura política no Brasil. Quando o personalismo dita as regras e a
direção a seguir, significa que esse partido está prestes a ser abandonado
pelos agentes sérios da política para seguir vôos próprios apenas do ponto de
vista eleitoral, incorrendo no risco da bancarrota nas urnas.
Personalidades não podem deixar de existir em
partido político, mas personalidades devem ouvir aos demais de qualquer grupo
político, porque a não que tenham a necessária estrutura política para manter
coeso um grupo, vão acabar politicamente na bancarrota eleitoral. Exemplos
recentes não faltam de que quando o partido vive em função de apenas uma pessoa,
ele não se sustenta, porque vai acabar dependendo exatamente de quem não faz
parte do mesmo partido. Na política não existe esse discurso de militância
exageradamente fanática a ponto de existir apenas em função de seu líder, ao
ponto de se anular.
Partidos políticos da direita tem mais
sucesso quanto à questão da existência de personalidades fortes que envolvem aos demais com sua teia econômica que sustenta a todos. Porém os partidos de
esquerda historicamente estão fadados à desgraça política quando dependem de
apenas uma personalidade, que quando eliminada politicamente os demais como
vespas descoordenadas voam para todos os lugares políticos possíveis.
Deixo o conselho para alguns que se dizem de
esquerda, mas agem como se fossem de direita. Professam discursos
progressistas, mas incorrem na prática de tomarem sozinhos as decisões, que
resultam na vergonha eleitoral das urnas. Homens que agem como donos das
naturezas humanas na política podem incorrer em dois erros estratégicos.
Primeiro podem imitar Hitler e sabem exatamente como terminam. Segundo, podem
ficar na solidão da história sem ter nem mesmo uma placa de rua com seu nome. É
assim na política!
Comentários
Postar um comentário