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O resultado eleitoral foi pequeno mas suficiente para mostrar que o fascismo mirim está lançado no Brasil

Por Genaldo de Melo

Finalmente o chamado Movimento Brasil Livre mostrou sua cara para o Brasil, e ela não é nada de apartidária, conforme demonstrou a participação nas eleições municipais desse ano. São verdadeiros fascistas mirins que querem "endireitar" o Brasil. Os resultados das urnas mostraram ainda pouca performance, mas mostraram que os interesses deles é mesmo o poder, isso se os velhos ladrões que eles sempre defenderam colocando gente nas ruas quando foram financiados pelos mesmos deixarem. Republico o texto de Carta Capital para meus leitores abaixo sobre o resultado das urnas dos nobres fascistas mirins do "Brasil Livre":


MBL elegeu oito de seus 45 candidatos



Da revista CartaCapital:

Movimento Brasil Livre, um dos grupos que liderou os protestos a favor do impeachment de Dilma Rousseff desde 2015, conseguiu eleger oito dos 45 candidatos que apoiou nas eleições municipais de 2016. Para obter esse aproveitamento, de 17%, o grupo elegeu um prefeito no interior de Minas Gerais e sete vereadores, sendo três no estado de São Paulo, dois no Paraná e outros dois no Rio Grande do Sul.

Durante todo o ano de 2015 e o início deste ano, o MBL vendeu sua imagem como a de uma entidade apartidária, que estava nas ruas "contra a corrupção". O avanço do processo de impeachment e aproximação das eleições mostraram que não era bem assim. 


Os três foram credenciados pela Mesa Diretora da Câmara, sob as ordens de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deputado cassado. Réu duas vezes por corrupção no Supremo Tribunal Federal (STF), Cunha jamais foi alvo do MBL. Após sua cassação, integrantes do movimento buscaram se afastar dele. 

Em maio, reportagem do portal UOL mostrou que manifestações do MBL eram financiadas por partidos. No grupo estavam DEM, PSDB, SD e PMDB, todos opositores do PT. No mesmo período, o movimento confirmou que lançaria candidatos e abandonou o rótulo de apartidário, passando a se dizer "suprapartidário". Na busca por alterar sua imagem, o grupo apagou postagens em suas redes sociais nas quais se definia como "apartidário".

Nas eleições municipais, o grupo lançou 45 candidatos, um a prefeito e 44 a vereador. Os partidos com mais filiados do MBL eram o PSDB e o DEM, com dez cada um. Havia ainda candidatos por PP, PSC, Novo, PEN, PHS, PMDB, PPS, PRB, Pros, PSB, PTB, PTN, PV e SD.

Zé Pocai (PPS), do MBL, se tornou no domingo 2 o novo prefeito de Monte Sião (MG), após obter 5,9 mil votos e derrotar João Paulo (PROS), que teve 4,8 mil e Paio (PSDB), que ficou com 2,9 mil. O município não tem segundo turno. 

A vitória mais significativa do MBL é a de Fernando Silva Bispo, o Fernando Holiday, eleito vereador em São Paulo pelo DEM com pouco mais de 48 mil votos. Estudante negro de 20 anos, Holiday se notabilizou por vídeos nos quais criticava o sistema de ações afirmativas e cotas raciais. Aos poucos, foi ganhando relevância no MBL e passou a liderar alguns dos protestos do grupo.

Holiday integrará a base de João Doria Júnior (PSDB), eleito em primeiro turno como prefeito de São Paulo. Durante a campanha, Holiday e seus colegas de MBL fizeram campanha para Doria e seu vice, Bruno Covas.


Em Porto Alegre, outra capital, o MBL elegeu Ramiro Rosário pelo PSDB, com 4,6 mil votos. Além deles, foram eleitos pelo grupo Filipe Barros (PRB), em Londrina (PR); Leonardo Braga (PSDB), em Sapiranga (RS); Caroline Gomes (PSDB), em Rio Claro (PSDB); Marschelo Meche (PSDB), em Americana (SP); e Homero Marchese (PV), em Maringá (PR).

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