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O milagre eleitoral se anuncia rápido com a mágica abertura dos cofres

Por Genaldo de Melo
Passado o processo eleitoral, ufanismos tomam conta dos vencedores e bodes expiatórios são criados por outros que não lograram êxito nas urnas. Porém é assim mesmo. Eleição é feita para poucos ganharem. Vivemos numa democracia representativa, e não se pode todo mundo que for candidato ganhar. Mas essa eleição consolidou de vez o jargão de que política não tem nada a ver com moral ou ética.

Não é novidade para ninguém, principalmente para os atores do mundo político, que nem sempre os melhores e mais bem intencionados candidatos vencem, porque o poder econômico sobrepuja as boas intenções de candidatos, que mesmo sem mandatos já desenvolvem trabalho social, articulado inclusive com o Poder Público. Isso porque a maior parcela dos eleitores não sabe exatamente o que significa mesmo política no sentido mais literal da palavra. Sabem apenas que política é eleição de dois em dois anos. Aliás, nem tempo para isso tem, aliado ao fato de faltar no Brasil um programa estatal de formação política de nosso povo. A ditadura militar tinha um para socializar seus interesses: moral e cívica...

Mas voltando ao assunto da moral e da política, como reza os Protocolos, que aliás todo mundo diz serem documentos falsos (mas falsos ou não falsos, está lá escrito prá quem quiser ler), moral n!ão tem nada a ver com política, pois nessas eleições consolidou-se de fato que alguns mandatos parlamentares são literalmente comprados do povo sem consciência e educação política.

Bons vereadores, de diferentes matizes ideológicas, prestadores de serviços parlamentares de excelência à população, simplesmente não se elegeram, porque não tinham dinheiro para comprar votos, mesmo sabendo que isso é imoral, ilegal, antiético, e que deselegantemente vicia nosso povo a ponto de este dizer que política não presta. E olhe só, a política é quem resolve sua vida!

Do mesmo modo, alguns cidadãos que não sabem nem ao menos sequer o que é um projeto de lei, Lei de Diretrizes Orçamentária, suplementação orçamentária, aliás não sabem nem mesmo como funciona um Regimento Interno de uma câmara de vereadores, nem mesmo sabe o que é ser vereador, chegaram na semana da eleição, aliás até mesmo no dia do sufrágio e utilizaram de métodos injuriosos, compraram votos e consciências de alguns e venceram para fazerem parte das bancadas parlamentares do amém e do assim seja.

Tomara Deus que os eleitos sejam melhores que os atuais edis nos parlamentos da vida, apesar de ser difícil acreditar que os novos elementos do poder sejam capazes de não protagonizar, como os atores globais, dramas e brigas nas casas da cidadania em vez de trabalhar de fato, que deve ser o papel principal!

Mas como acreditar em elementos do mundo político que pagam cinquenta reais para um eleitor e depois mais cinquenta quando olham sua foto no celular do mesmo, de seu rosto na urna? Bem...! Deus nos proteja....!

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