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A simultaneidade das eleições deve ser debatida em plebiscito popular no país

Por Genaldo de Melo
Não é somente uma verdadeira esculhambação institucional o que estamos vivendo no momento no país, com tudo o que vem sendo proposto por esses últimos dias no Congresso Nacional, que poderia ser até mesmo motivo de piada, mas definitivamente não é! Pode ser que estejamos vivendo uma nova ditadura, e ainda não enxergamos.

Sob a iniciativa do ex-ministro de Dilma Rousseff, o deputado federal Marcelo Castro (PMDB/PI), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ) decretou a criação de uma Comissão Especial para discutir a simultaneidade das eleições no país, praticamente querendo propor o fim das eleições de 2018.

Não que a ideia não seja de todo boa, como inclusive já defendemos em passado recente pensando exatamente em acabar com a farra do instituto das eleições, com muitos gastos e com muita perda de tempo das instituições brasileiras com isso.

A questão aqui é que para resolver um problema que a sociedade brasileira sempre ansiou, o instituto da política como coisa em si, é que está sendo o argumento velado, como se fosse um acordo de “comadres” para que não haja eleições em 2018, aonde o povo vai decidir qual o projeto de nação  quer nas urnas, sem golpe parlamentar.

Não tem como não dizer que a disputa política já ultrapassa os limites do ponderável, e tudo isso porque Lula, apenas um homem, que ridiculamente mais de um terço da sociedade brasileira resolveu mover todos os esforços, legais e ilegais, para que ele não seja candidato de modo nenhum, pode ser de fato candidato.

O medo Lula está deixando o “rei nu”, ou seja, a maioria dos políticos que representam apenas 10% da população com seu projeto de poder, está comprovando que tem medo de apenas um homem, e nada mais. Não passam todos de fracos, sem condições de concorrer com apenas um homem, um homem e nada mais que um homem!

A sociedade não vai ficar calada diante disso, se o andar da carruagem for por esse caminho. Porque nós não vivemos numa ditadura parlamentar, e não se muda regras tão sérias, mesmo parcela da sociedade querendo, em apenas um ano, sem debates e participação dos organismos da Sociedade Civil.

A simultaneidade das eleições no Brasil deve ser discutida num plebiscito popular, e não dentro de um Congresso sem moral, e que acabou a com democracia representativa no país, no sentido mais literal da palavra. Senão já estamos vivendo outra ditadura política, e as ruas vão fervilhar!

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