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ACM Neto pode não ser o rival de Rui Costa nas próximas eleições na Bahia

Por Genaldo de Melo
Fotos: Max Haack/ Agecom
Foto: Max Haacck/Agecom

Que existe sempre lógica no poder ninguém discute o contrário sem correr o risco de está errado, porque o poder é diferente do discurso. E quem está na condição de poder é quem está nas melhores condições de praticamente vencer sempre em próximas eleições. Não poderia ser diferente com Rui Costa na Bahia nas eleições de 2018, principalmente porque ele diferente, totalmente diferente de seu próprio partido, dialoga com todas as forças, tem trabalho prestado à população baiana nesses anos de Governo, e por enquanto ainda continua imbatível eleitoralmente, justamente pela condição de poder que tem.

Mesmo que vozes digam que as forças de oposição têm em ACM Neto o nome correto para derrubar Rui Costa nas urnas, ainda está longe de se concluir que isso é verdade, porque ACM Neto é apenas o prefeito da capital, e mesmo assim, não exerce influencia eleitoral em todos os cidadãos de Salvador.  É preciso ter coerência de que os rigores políticos contra o PT no Brasil não envenenaram a possibilidade de reeleição do atual governador. Com participação de Neto no processo eleitoral, ninguém que raciocina politicamente tem certeza de nenhuma vitória deste nas urnas.

Nas próprias páginas da política baiana não se enxerga essa vontade exclusiva de ACM Neto, de perder a possibilidade de controlar politicamente a capital baiana, enfrentando os riscos das urnas contra um homem bem avaliado, deixando o Palácio Tomé de Souza para o perigosíssimo Geddel Vieira Lima e seu PMDB, mesmo que Bruno Reis seja muito ligado a ACM Neto. Mesmo que aliados botem “pilha” no processo, ACM Neto e seus correligionários vão pensar muito na possibilidade do próprio ser o nome e o rosto nas urnas, porque enfrentar Rui Costa, Wagner e seu grupo, não é o mesmo que enfrentar o PT como partido.

Bom lembrar que Rui Costa era um ilustre desconhecido, que por imposição do grupo político, de dentro do próprio PT, coordenado por Jacques Wagner, começou os debates com míseros 4%, e contra todas as correntes e tendências internas do próprio PT, venceu as eleições ainda no primeiro turno. Bom lembrar que política não é coisa de freiras e de quem quer rezar em espaços do mundo político, pois política é a arte de saber de certezas e montar no cavalo que passa selado, e na Bahia no momento não tem nenhum cavalo selado para a oposição ainda.

Tanto que paralelo ao nome de ACM Neto, existe dois nomes que se movimentam pensando nisso, segundo a própria imprensa do jornalismo político. O primeiro é o nome do prefeito de Feira de Santana, bem avaliado nas urnas e na sua administração, que tem dado recados velados de que tem pleno interesses de ser o nome das oposições no processo. E o segundo, o nome do deputado federal do PSDB, João Gualberto, que rico, empresário, autofinanciado, encarnaria o estilo “João Dórea de São Paulo. 

Como muita água ainda vai passar por baixo da ponte desse rio de dúvidas políticas na Bahia, vamos esperar prá ver melhor os cenários futuros! Porque por enquanto quem mais se movimenta politicamente e é observado pelos cidadãos baianos ainda não é ACM Neto, é exatamente quem está dentro da lógica do poder, ou seja, Rui Costa.

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