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Orfandade política em xeque

Por Genaldo de Melo
Com a súbita decadência dos nomes tucanos de Minas Gerais e de São Paulo, e mais do que a clara ascensão de Lula no imaginário popular, a direita brasileira que já provou que não somente não gosta deste, mas também simplesmente o odeia politicamente, deve procurar outros nomes e outros ares para chegar ao tão desejado Palácio do Planalto para chamar de seu.

Pelos prognósticos das pesquisas recente feitas por IBOPE, Vox Populi, Ipsos e Datafolha, Lula provavelmente será pela terceira vez Presidente da República. A seguir do jeito que vai, o ex-presidente somente não será candidato ao cargo mais importante do país se num regime de exceção o Congresso Nacional convocar uma nova constituinte e colocar no papel que o cidadão Lula não pode ser candidato à presidente.

Como, porém a direita não vai querer deixar espaços vazios, porque senão seria uma candidatura única, deve a partir da ultima pesquisa que foi feita pela Datafolha, criar novos nomes competitivos para a disputa de 2018, ou até recriar nomes velhos com roupas novas, porque mesmos estes com o mesmo discurso de sempre vão resultar num desastre eleitoral.

O grande perigo que reside nesse contexto atual é os setores econômicos e conservadores da política brasileira, quando não tiver mais jeito e nem nomes abraçarem a candidatura do candidato assumidamente de extrema-direita, Jair Bolsonaro. Seria um verdadeiro desastre apoiadores de campanhas eleitorais que querem sempre ter um nome que obedeça aos seus interesses, apoiarem um discurso neofascista!

Não que Bolsonaro não tenha competência para ser o candidato na disputa representando o pólo da direita brasileira nas urnas, o problema é o que ele representa com seu discurso contra negros, índios, homossexuais, mulheres e minorias da sociedade brasileira.

Diante de tudo, o que se sabe é que uma coisa é certa, a direita brasileira que perdeu quatro eleições seguidas, e quando planejou e consolidou um golpe de Estado pensando em governar para si mesma, errou e errou feio na escolha do nome de Michel Temer, porque além dele não ser legítimo, tem comprovado reiteradas vezes que é um fraco na coisa política, bem como um péssimo administrador das coisas públicas. E o erro naturalmente deverá ser consertado!

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