Por Genaldo de Melo
A propaganda exagerada sempre foi um dos
principais instrumentos da desgraça de alguns projetos políticos,
principalmente quando estes se aferram nos indivíduos como se estes fossem os próprios
projetos. Em todos os lugares, e em todos os tempos a propaganda exagerada
acabou por não cumprir com o que sempre prometia, porque no indivíduo foi colocada
a esperança, como se não existisse sujeito coletivo.
Desse modo, em Feira de Santana (BA) nos
últimos tempos trabalhou-se exageradamente a ideia de que um indivíduo é que sempre resolverá os problemas do município, e não um grupo com um projeto
político. É como se tudo que pode existir em Feira de Santana é somente para
agradar a apenas um indivíduo, e não ao coletivo. E tudo se resolverá com
propaganda e na base da boa osmose da música!
Vemos como exemplo as comunidades rurais do
município, que estão praticamente abandonadas, mas os sujeitos do coletivo que
sofrem, não denunciam por medo de perseguição, ou pelo espírito de
rebanho que permeia nas mentalidades resultado do “terrorismo psicológico”. As comunidades
rurais estão abandonadas, mas ninguém pode falar nada, porque apenas um
indivíduo pode não gostar...
Só que a propaganda exagerada de que alguém
sozinho pode resolver tudo cansou os cidadãos das comunidades rurais, que
calados em função das prerrogativas da força silenciosa da ideia de que não
pode desagradar apenas a um individuo, estão dizendo de “boca em boca”, e em “pés
de ouvidos” de que agora já está na hora de escolher não um indivíduo para
governar Feira de Santana, mas um grupo político com um projeto político com
idéias claras para todos.
A propaganda exagerada em torno de apenas um indivíduo
não pode, e jamais vai poder vencer o silêncio de quem sabe o que quer. Todo mundo
nas comunidades rurais sabe pelo que vem passando nos últimos quatro anos, e sabe que o
resultado do silêncio pode ser o fundo das urnas!
Texto magnífico!
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