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A pregação fascista da eugenia do candidato à presidente

Por Genaldo de Melo
A cada dia que se passa, e a cada nova atitude política do deputado federal Jair Bolsonaro, mais difícil se fica de compreender como parcela considerável de cidadãos, mesmo despolitizados que são, pensam que ele poderá ser Presidente da República.
Definitivamente o deputado destemperado em suas incursões oníricas querendo se promover para aumentar seus votos para deputado, porque como candidato à presidente dificilmente alguma legenda vai lhe abraçar, está ultrapassando dos limites em suas opiniões.
Ontem como convidado da comunidade judaica para palestra na Hebraica do Rio de Janeiro ele desrespeitou além dele mesmo, pois disse que faquejou quando teve uma filha depois de ter quatro filhos machos, e desrespeitou todos afrodescendentes brasileiros.
Num país em que grande parcela de sua população tem sangre negro dizer que os afrodescendentes desse pais não servem nem para procriar, não significa apenas falta de respeito com os cidadãos brasileiros, significa a mais pura falta de decoro público, que deveria ser passível de punição para um deputado.
A liberdade de expressão de opinião não pode servir para um deputado medíocre em sua atuação parlamentar agredir o povo negro desse país. O limite da liberdade de expressão deve ser o respeito contra o ser humano, e mais nada além disso.
E Bolsonaro com seu destempero verbal deveria entender e respeitar isso enquanto portador do desejo de dirigir uma nação predominantemente formada por gente de cor, como os afrodescendentes e os índios agredidos vergonhosamente por ele ontem.
Por isso que alguns cidadãos precisam se envergonhar de votar nele até mesmo para deputado federal, porque ele não representa na Câmara dos Deputados nem mesmo seus despolitizados eleitores. Isso é fascismo!

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