Por Genaldo de Melo
Sérias são as instituições de nossa sociedade que pelo protagonismo e pela justa capilaridade que têm assumem o papel de promover o debate sobre os temas sociais que mais causam polêmicas, e que podem levar à conseqüências nefastas para as próximas gerações de seres humanos.
Não seria diferente com a Igreja Católica, que munida pelo pensamento cristão, tomou recentemente a postura de ser contrária a Reforma da Previdência da forma como vem sendo tocada pelo atual governo de Michel Temer.
Foi a atitude mais coerente dos últimos anos da Igreja Católica brasileira, chamar não somente seus fiéis para discutir um tema crucial com este, mas também começar a participar formando a necessária opinião de que o mundo cristão não concorda com o desmonte da Previdência Social no Brasil, para simplesmente agradar os mentores de forças invisíveis do mercado.
A atitude coerente da Igreja Católica deve ser motivo de orgulho para os católicos, que sabem que preparam as famílias esperando os resultados nas próximas gerações, e deve ser referência para que as demais igrejas, especialmente do mundo evangélico, sigam os exemplos e assumam também a responsabilidade de defender os interesses e os direitos mais elementares de seus integrantes.
A postura da Igreja Católica brasileira, definitivamente a maior congregação religiosa desse país, deve servir simbolicamente para que os setores mais conservadores do mundo político e econômico desse país saibam, que sem justos direitos sociais garantidos em lei, não temos religião, não temos instituições, não temos Estado e não temos nem mesmo mercado.
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