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Um senador sergipano à deriva

Por Genaldo de Melo
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Li com bastante atenção e interesse a entrevista do senador sergipano Antonio Carlos Valadares no Blog do Max. Fui eleitor do mesmo duas vezes, entendendo que ele que já fizera parte do bloco conservador como governador em Sergipe, houvera dado uma reviravolta política para se juntar ao grupo composto pelo ex-governador de Sergipe, Marcelo Deda, o ex-senador Eduardo Dutra, o atual governador, Jackson Barreto, e o atual prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, para ser um dos representantes das forças progressistas no Senado Federal, em oposição ao grupo do ex-governador, João Alves Filho, que tinha no Senado sua esposa, Maria do Carmo.

Na sua entrevista, magoado com a derrota eleitoral em Aracaju em 2016, quando em vez de caminhar na aliança com o grupo que foi coordenado inicialmente por Marcelo Deda foi derrotado nas urnas com seu sobrinho, ele inesperadamente em vez de promover um diálogo para continuar sendo senador, parte para a briga com Jackson Barreto e com Edvaldo Nogueira.

Provavelmente um erro além dos limites, porque sozinho, mesmo com seu histórico, ele não continua para seu quarto mandato consecutivo no Senado Federal. Valadares como grande animal político deve está cansado, precisando de sua aposentadoria como disse Jackson, porque em apenas um ano de sua “excelente” mudança, apoiando golpistas, ele deve saber que não se constrói tão rápido um grupo político para continuar senador, até mesmo porque as forças políticas a qual ele se aliou têm evidentemente seus próprios interesses. E no caso sergipano é mais difícil ainda, porque quem hegemoniza a força política no Estado e na capital são exatamente Jackson Barreto e Edvaldo Nogueira.

Ele argumenta que tem o desejo pessoal de ser mais uma vez senador, mas como Sergipe tem suas próprias regras políticas, ele pode conseguir seu intento de representar nas urnas as forças que foram derrotadas nas últimas eleições municipais na capital sergipana, mas mesmo sendo duas as vagas disputadas em 2018, ninguém tem certeza de sua vitória.

Sem um líder natural na oposição ao Governo do Estado, como sempre existiu em Sergipe por tradição, vai ficar muito difícil para ele fazer política atacando o governo estadual e o governo de Aracaju. E utilizar o Twitter como instrumento de comunicação, que a maioria da população não acompanha, pode não ser a melhor estratégia. Ele deve saber que apesar de política não ser coisa de freiras e de santos, sempre vai ser coisa de quem sabe agregar politicamente e não desunir como ele fez em 2016, talvez mal assessorado.

Como não tenho mais domicílio eleitoral em Sergipe para que talvez tivesse que votar nele em função do voto que sempre damos em projetos políticos e não em indivíduos, também não vou passar a vergonha de ver gente que conheço votar em apoiadores dos distúrbios políticos e institucionais do país, bem como em pessoa como ele que apoia reformas infames contra os trabalhadores, e apoia também o próprio desmonte do Estado Brasileiro. A Valadares desejo boa sorte se conseguir seu êxito sozinho!

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