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Novo inquisidor incomoda a Escola Pública

Por Genaldo de Melo
Definitivamente existem sujeitos comprometidos com o processo de colonização cultural do povo brasileiro, que ultrapassam a linha dos limites que podem ser considerados normais numa sociedade que mesmo com todos os acontecimentos autoritários recentes, ainda pode almejar o sentido de uma democracia plena.

Depois de ser utilizado como instrumento para mobilizar parcela despolitizada da sociedade brasileira para ocupar as ruas contra o governo de Dilma Rousseff, conseguindo contribuir com a sua queda política, e receber apoio necessário para ganhar as eleições para vereador da capital paulista, o garoto propaganda do MBL, Fernando Holiday, resolveu que agora deve servir de instrumento para ser inquisidor de educadores que supostamente doutrinam os estudantes paulistanos.

Num autoritarismo que não deveria combinar com sua idade, o jovem vereador resolveu incomodar de fato, ultrapassando os limites de seu papel como vereador, e se utilizando da estrutura pública da Câmara de Vereadores de São Paulo, vem perseguindo estruturas públicas com o discurso malfazejo contra a Educação Pública, que segundo ele está alienando politicamente a juventude.

Não é normal o fato porque esse discurso de doutrinação esquerdista em escolas públicas parece mais coisa de gente doida, e que não tem mais o que fazer, além de exordiar conservadorismo, e defender a tese de que a sociedade brasileira não pode nem pensar e nem entender como funciona a política como coisa em si.

Esse troço de Escola Sem Partido não tem sentido nenhum. Numa sociedade sadia e moderna o que o Estado deveria fazer era criar realmente estrutura curricular para politizar nosso povo, e não tirar do currículo obrigatório disciplinas que ajudam de fato na formação, como história e filosofia.

Ou esse garoto da Câmara de Vereadores de São Paulo está sendo bem orientado para fazer com que esqueçam que sua campanha eleitoral foi feita a partir de coisas erradas, que ele e outros sempre utilizaram como discurso subjetivo, ou então ele precisa de tratamento psiquiátrico. Para ele ou a justiça ou a medicina, porque certo é que não está suas atitudes autoritárias contra a Educação Pública brasileira!

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