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Rápido no gatilho Temer quer radicalizar com os trabalhadores

Por Genaldo de Melo
A aprovação de uma Reforma Trabalhista no Congresso Nacional como quer o Governo de Michel Temer é um disparate que ultrapassa os limites da compreensão de qualquer cidadão em sã consciência. A lógica das coisas não é retroceder no tempo quando não se tinha uma legislação definida que protegesse o povo, mas sim avançar e aperfeiçoar o que já existe, e que foi conquistado ao longo das últimas décadas. 

Usar como discurso a modernização e precarizar as relações de trabalho, enfraquecendo as regras históricas da CLT é uma falsidade que pode ter conseqüências mais nefastas para nossa democracia do que foi rasgar a Constituição de 88, e possibilitar a chegada ao poder de um grupo sem voto, e que não provou nenhum tipo de crime contra o governo anterior, apenas não concordou com os resultados das urnas.

Radicalizar o discurso dentro do Congresso Nacional e aprovar os disparates que estão sendo impostos sem debate com a sociedade, em que nem todos ainda conhecem, é um jogo extremamente perigoso para um governo que teve até o momento uma sociedade, mesmo o desprezando, passiva. 

Brincar de destruir o sindicalismo brasileiro, Temer pode até fazer isso, mas ele tem que se preparar para as conseqüências depois, porque a Greve Geral do dia 28 de abril próximo, que já comprovadamente mobilizou a sociedade brasileira, vai servir apenas como alerta de que os brasileiros não concordam com as reformas que somente servem para o setor empresarial aumentar ainda mais os seus dividendos e lucros. 

Quando os brasileiros descobrirem no dia a dia que não tem a força do coletivo de um sindicato para negociar seus direitos, e seus  patrões chamarem de um por um e dizer que quem manda é ele, e que qualquer negociação em relação à direitos trabalhistas vai ser da forma que ele quiser porque a lei assim o permite, as ruas vão ser chama sem querosene. Se Michel Temer radicalizar o problema vai ser dele mesmo!

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