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CINCO CRUELDADES DA REFORMA TRABALHISTA DE TEMER E MEIRELLES

Por Genaldo de Melo
A sociedade brasileira continua “enfeitiçada” politicamente pelo discurso da Rede Globo, que resolveu de vez derrubar a “pinguela” Michel Temer do Governo, para que haja eleições indiretas, para que se possa eleger alguém que defenda os interesses dos empresários, da imprensa tradicional, aliás, do mercado.

A sociedade continua "enfeitiçada" sem enxergar a gravidade da proposta de Reforma Trabalhista que está em pleno vapor dentro do Congresso Nacional. Trata-se de uma proposta maléfica que quem já compreendeu o que significa a mesma, vem denominando de “escravidão do século 21”.

A gravidade é tal tamanho que muitas das vezes não temos a possibilidade de explicar ao todo da população os meandros e "feitiços" da mesma. Portanto, repasso abaixo o artigo de Fania Rodrigues, em Brasil de Fato, para que se compreenda o mínimo do mínimo do desastre que este Governo, mesmo caindo, está impondo a sociedade brasileira, que continua “enfeitiçada” pela imprensa tradicional, sem enxergá-la.

Conheça cinco maldades da reforma trabalhista (Fania Rodrigues - Brasil de Fato)


Em meio à denúncias de corrupção envolvendo diretamente o presidente ilegítimo Michel Temer (PMDB), o governo tenta aprovar a reforma trabalhista, que retira direitos dos trabalhadores para favorecer grandes empresários. O projeto de lei que muda a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovado na quarta-feira (28), na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), seguirá para a última etapa de votação, no plenário do Senado Federal. Veja o que muda na CLT e como isso afeta sua vida.
1. Grávidas e lactantes poderão trabalhar em lugares insalubres. Se aprovada, a reforma permitirá que mulheres grávidas ou que estão amamentando trabalhem em lugares insalubres de grau médio e mínimo. Só ficará proibido o grau máximo. Nos locais insalubres, as trabalhadoras terão contato com produtos químicos, agentes biológicos, radiação, exposição ao calor, ambiente hospitalar de risco, frio intenso e outros.
2. Assédio moral e sexual será precificado de acordo com condição social da vítima. Caso esse crime seja cometido pelo patrão, a vítima será indenizada de acordo com o salário que ela recebe. As trabalhadoras que ganham menos ficarão mais vulneráveis. “Uma gerente que for assediada ganhará uma indenização maior do que uma secretária. Assim, sairá mais barato assediar as trabalhadoras do chão de fábrica”, explica a senadora Gleisi Hoffmann.
3. Mulheres deixarão de ter direito a descanso. A reforma revoga o artigo 384 da CLT. Na prática, acaba com o direito da mulher descansar 15 minutos, como previsto hoje, antes de começar uma jornada extraordinária, ou seja, a hora extra. No passado, o Superior Tribunal Federal (STF) decidiu que esse dispositivo é constitucional devido à dupla jornada de trabalho das mulheres.
4. Trabalho de 12 horas seguidas por dia. O governo quer aprovar uma medida que permita que o trabalhador possa ter jornada de 12 horas e descanso de 36 horas, quando a legislação brasileira hoje estabelece jornada máxima de 8 horas. Levando em conta que o patrão tem muito mais poder na hora de negociar, o trabalhador ficaria exposto a jornadas exaustivas que podem comprometer sua saúde.
5. Trabalho intermitente. Nesse tipo de trabalho o empregado não tem vínculo com a empresa, nem horário certo, mas fica a disposição do patrão 24h por dia e só recebe as horas trabalhadas. Funciona assim: quando a empresa chamar, a pessoa trabalha 4h. Se não voltar a chamar o trabalhador só receberá por essas 4h. E se ela não quiser mais os serviços não haverá rescisão de contrato, férias, décimo terceiro. Sindicatos classificam essa jornada como a "escravidão do século 21".

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