Pular para o conteúdo principal

O ataque deve ser feito contra quem tem a possibilidade de vencer

Por Genaldo de Melo

Desde que foi criado a partir da discordância de alguns de seus dirigentes com os arcos de alianças do primeiro governo de Lula, que o PSOL sempre foi um partido pequeno, mas ideologicamente comprometido com o que sempre pregou, e tendo membros com mandatos que sempre honraram seus eleitores com um discurso e uma prática política homogênea, digna de respeito. Mas nunca passou realmente de um partido com o discurso fadado apenas ao parlamento.

Mas mesmo assim desde que foi criado sempre manteve a disposição de disputar à Presidência da República, se colocando como o contraponto da própria esquerda que estava no poder. Então não se pode esperar muita coisa do PSOL senão a solidariedade conceitual do discurso de esquerda, tanto que mesmo se colocando sempre como o contraponto do PT, foi totalmente contra o golpe de Estado perpetrado pelo estranho grupo coordenado pelo atual “senhor dos anéis” do Palácio do Planalto.

Mas depois que Lula fez duras críticas sinceras ao PSOL, também  sob o fogo de críticas, que qualquer dirigente que sabe o que é governar no meio de serpentes faria (até porque não existe sociedade de anjos), e com a repentina resposta de alguns dirigentes do PSOL, que parece que o pequeno partido se agigantou diante de algumas eminentes “cabeças” do próprio PT.

Tanto o PSOL como Lula não fizeram nada mais do que suas obrigações, que é exatamente fazer política. Membros do PT que estão com essa preocupação toda com as respostas do PSOL à Lula deveriam deixar essa briga, porque estão apenas fazendo o jogo tanto do PSOL, que um dia quer substituir o próprio PT, como da direita que está ficando em paz para seguir sua cantilena de tomar o poder definitivamente nas urnas.

O PT chegou ao poder porque mudou, e foi isso que Lula disse nas entrelinhas ao PSOL. Qualquer garoto que ingressar na política hoje sabe muito bem que voto ideológico não elege Presidente da República. Então com o discurso que PSOL tem, nunca vai chegar ao poder. Então porque não largar o PSOL prá lá, que vai independente de qualquer coisa lançar candidatura à Presidência, e procurar focar as armas da guerra política na direita propriamente dita?

Ficar dando atenção ao PSOL, além de ser perda de tempo é também perder até mesmo a solidariedade política que ele como partido de esquerda teve, tem e pode ter contra os desmandos da direita golpista desse país. E lembrando que mesmo Lula condenado injustamente (tanto que PSOL se manifestou solidário à Lula), ele continua na dianteira para à Presidência, e já falou o que todos queriam falar! E vida que segue, ou vão deixar um Bolsonaro com aquele discurso de que fecha inclusive o Congresso Nacional vencer as eleições?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A FRAQUEZA E AS DOENÇAS DE UM LÍDER PEQUENO

Por Genaldo de Melo O líder político deve ser sempre o mais forte, moral e espiritualmente, do grupo que lidera, ou pelo menos parecer ser. Fraqueza é a premissa mais incoerente que existe na natureza de quem  deseja liderar politicamente um povo. Apenas no extremismo político a fraqueza pode ser considerada coisa boa, porque um fanático não enxerga tal coisa como negativa. Apenas os apedeutas do extremismo são verdadeiros analfabetos políticos. Como compreender o ex-presidente que sempre arrotou valentia, vomitava intolerância, violência e ódio continuar com tantos seguidores demonstrando fraqueza e se vitimizando o tempo todo quando a coisa aperta para ele? Não o considero líder de nada, apenas de oligofrênicos! O homem foi condenado a ficar fechado na cadeia a mais de vinte sete anos por crimes que evidentemente cometeu, conforme o Código Penal e a Constituição Federal, e fica todo dia inventando coisas para voltar para casa para voltar a encrencar e infernizar a vida do povo br...

ONU e Conab assinam acordo para troca de experiências de combate à fome

Por Genaldo de Melo Com o objetivo de fortalecer iniciativas contra a fome e voltadas para a segurança nutricional, representantes do Programa Mundial de Alimentos da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Companhia Brasileira de Abastecimento (Conab) assinaram hoje (30) um documento para promover intercâmbio de experiências entre o Brasil  e outros países em desenvolvimento.  Segundo o diretor do Programa de Alimentos da ONU, Daniel Balaban, países da África e da Ásia usarão experiências brasileiras com exemplo para a implantação de programas que devem ajudar no combate à fome, com o fortalecimento da agricultura familiar. Entre as iniciativas citadas por Balaban, os destaques são os programas de aquisição de alimentos do governo brasileiro e o de alimentação escolar, por meio do qual escolas públicas incluem na merenda produtos da agricultura familiar. “O mais importante é que esses países consigam, a partir da experiência brasileira, implantar seus próprios programas...

LITERATURA