Pular para o conteúdo principal

A classe média não terá nem planos de saúde e nem SUS

Por Genaldo de Melo
Diz ditado popular que quem tem telhado de vidro não pode atirar pedra em ninguém, e foi exatamente isso que classe média brasileira fez ao ocupar as ruas do Brasil em 2016, exigindo a saída da petista Dilma Rousseff do governo. Não tem com negar que o Golpe de abril de 2016 foi, necessariamente, contra a população mais pobre e, principalmente contra a classe média brasileira.

Desinformados politicamente, cidadãos foram às ruas do país de forma fervorosa, apoiando um processo de impeachment antidemocrático (já que a mulher tinha sido eleita nas urnas e não cometera nenhum crime), e agora recebem as punhaladas que provavelmente não mereciam de quem deveria fervorosamente defender seus interesses na posição de governo.

De tudo o que aconteceu até agora, a atual Resolução Normativa nº 433, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável pela regulamentação do setor de planos de saúde, simboliza o maior baque para a classe média. A contar também pela sabotagem contra o SUS, com as Desvinculações das Receitas da União (DRU), desonerações, renúncia fiscal do Imposto de Renda, ressarcimento e Emenda Constitucional nº 95, que retira bilhões do sistema público, a saúde do brasileiro, especialmente a da classe média, se encontrará, numa verdadeira encruzilhada.

Da forma desonesta como o governo de Michel Temer vem tratando quem lhe ajudou a ocupar o cargo em que se encontra, a classe média poderá não ter os planos de saúde da forma que funcionaram até então (e também provavelmente não terá o SUS). Com o impacto dos novos Mecanismos Financeiros de Regulação da Resolução Nº 433, dos 3.329 procedimentos previstos no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde de 2018 do setor suplementar, apenas 250 procedimentos ficaram isentos de coparticipação de 40%.

O negócio ficou tão complicado para quem tem planos de saúde, que até mesmo em consultas e exames básicos (de alta prevalência) pouco ou nada foi considerado na Tabela de Procedimentos Isentos dos Mecanismos Financeiros de Regulação. E mesmo com decisão contrária do Supremo Tribunal Federal às novas mudanças, a própria Agencia Nacional de Saúde Suplementar (ANS) resolveu peitar, e não vai cumprir nenhuma decisão judicial, pois nesse governo fraco de Temer qualquer um pode muito bem contrariar a autoridade suprema do país em nome dos interesses dos capatazes do sistema de planos de saúde do país.

Pois é...! Quem tem telhado de vidro não pode atirar pedra nos outros! A esperança é que os cidadãos que colocaram camisas amarelas e ocuparam as ruas do país em 2016, como se fossem um rebanho de analfabetos políticos teleguiados pela Rede Globo de Televisão, para exigir a saída da “organização criminosa” (como chamaram os petistas), agora tomem vergonha na cara e coloquem de novo as mesmas camisas e ocupem as ruas contra esses disparates, porque senão nem as filas dos SUS vão ter.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A FRAQUEZA E AS DOENÇAS DE UM LÍDER PEQUENO

Por Genaldo de Melo O líder político deve ser sempre o mais forte, moral e espiritualmente, do grupo que lidera, ou pelo menos parecer ser. Fraqueza é a premissa mais incoerente que existe na natureza de quem  deseja liderar politicamente um povo. Apenas no extremismo político a fraqueza pode ser considerada coisa boa, porque um fanático não enxerga tal coisa como negativa. Apenas os apedeutas do extremismo são verdadeiros analfabetos políticos. Como compreender o ex-presidente que sempre arrotou valentia, vomitava intolerância, violência e ódio continuar com tantos seguidores demonstrando fraqueza e se vitimizando o tempo todo quando a coisa aperta para ele? Não o considero líder de nada, apenas de oligofrênicos! O homem foi condenado a ficar fechado na cadeia a mais de vinte sete anos por crimes que evidentemente cometeu, conforme o Código Penal e a Constituição Federal, e fica todo dia inventando coisas para voltar para casa para voltar a encrencar e infernizar a vida do povo br...

ONU e Conab assinam acordo para troca de experiências de combate à fome

Por Genaldo de Melo Com o objetivo de fortalecer iniciativas contra a fome e voltadas para a segurança nutricional, representantes do Programa Mundial de Alimentos da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Companhia Brasileira de Abastecimento (Conab) assinaram hoje (30) um documento para promover intercâmbio de experiências entre o Brasil  e outros países em desenvolvimento.  Segundo o diretor do Programa de Alimentos da ONU, Daniel Balaban, países da África e da Ásia usarão experiências brasileiras com exemplo para a implantação de programas que devem ajudar no combate à fome, com o fortalecimento da agricultura familiar. Entre as iniciativas citadas por Balaban, os destaques são os programas de aquisição de alimentos do governo brasileiro e o de alimentação escolar, por meio do qual escolas públicas incluem na merenda produtos da agricultura familiar. “O mais importante é que esses países consigam, a partir da experiência brasileira, implantar seus próprios programas...

LITERATURA