Pular para o conteúdo principal

R$ 17 bilhões e outros tostões podem ser usados em campanhas eleitorais pelos empresários


Por Genaldo de Melo
Representantes empresariais no Congresso Nacional quando aprovaram o reforma trabalhista utilizaram amplamente nos bastidores e na imprensa tradicional o discurso, que foi assimilado inclusive por grande parcela da sociedade brasileira, de que deveria acabar definitivamente com o Imposto Sindical, porque este era utilizado por grupos políticos para fazer política.

Como o povo não compreendeu, e somente vai descobrir mais tarde, acabaram com cerca de 70% das fontes de custeio dos sindicatos sérios do país (porque também tem sindicato que não é sério!), mas começaram a criar as brechas para que os sindicatos patronais, regidos pela mesma legislação, possam ser irrigados pelas verbas generosas do sistema “S” – SESC, SENAI, SESI, SEBRAE, entre outros.

A preocupação é que as entidades patronais aliadas dos “golpistas” organizam novamente o financiamento de uma forte bancada empresarial no futuro Congresso Nacional. E ninguém que não seja imbecil vai aqui acreditar que boa parte desses financiamentos não vão necessariamente sair dessas fontes que tem dinheiro à rodo (e sem provas de crimes).

Enquanto falam dos “rios” de dinheiro que foram retirados à força política de centrais sindicais, de federações e sindicatos de trabalhadores, porque estes faziam política, as verbas do sistema “S”, sempre fizeram exatamente isso e continuam fazendo, ou seja, fazendo política com financiamento de congressos empresariais, institutos privados, publicações, banquetes, viagens, organização de lobbies e a distribuição à vontade de “presentes” aos políticos, jornalistas e analistas econômicos para defender e difundir teses de interesses do empresariado.

Para se ter um exemplo da força do dinheiro que essa turma do sistema “S” tem citamos aqui o SESC que movimenta R$ 4 bilhões e 890 milhões, o SEBRAE R$ 3 bilhões e 296 milhões, o SENAC R$ 2 bilhões e 738 milhões, o SESI R$ 2 bilhões e 87 milhões, o SENAI R$ 1 bilhão e 494 milhões, além dos milhões e milhões do SENAR, SEST, SESCOOP, SENAT e outras sopas de letras do mundo empresarial.

A pergunta que não quer calar é: quem tem mais condições aqui de fazer política, um sindicato que movimenta alguns milhares de dinheiro ou uma dessas entidades com todos esses tesouros, praticamente desconhecidos do grande público brasileiro? Tomara que o povo realmente tenha compreendido que realmente foi um golpe que aconteceu e dê também um golpe à altura nas urnas nessa turma que se acha superior a tudo e a todos nesse país!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A FRAQUEZA E AS DOENÇAS DE UM LÍDER PEQUENO

Por Genaldo de Melo O líder político deve ser sempre o mais forte, moral e espiritualmente, do grupo que lidera, ou pelo menos parecer ser. Fraqueza é a premissa mais incoerente que existe na natureza de quem  deseja liderar politicamente um povo. Apenas no extremismo político a fraqueza pode ser considerada coisa boa, porque um fanático não enxerga tal coisa como negativa. Apenas os apedeutas do extremismo são verdadeiros analfabetos políticos. Como compreender o ex-presidente que sempre arrotou valentia, vomitava intolerância, violência e ódio continuar com tantos seguidores demonstrando fraqueza e se vitimizando o tempo todo quando a coisa aperta para ele? Não o considero líder de nada, apenas de oligofrênicos! O homem foi condenado a ficar fechado na cadeia a mais de vinte sete anos por crimes que evidentemente cometeu, conforme o Código Penal e a Constituição Federal, e fica todo dia inventando coisas para voltar para casa para voltar a encrencar e infernizar a vida do povo br...

LITERATURA

 

A VERGONHA DE FEIRA DE SANTANA SÃO IDIOTAS SEREM VEREADORES

Por Genaldo de Melo É uma vergonha que um município do tamanho de Feira de Santana, maior que nove capitais brasileiras, tenha alguns vereadores que sem estudar, ou por mau-caratismo mesmo, em vez de se preocupar com coisa mais importante para nosso povo, vão para a Câmara de Vereadores falar mal de Lula, porque ele recebeu o presidente da Venezuela, agredindo verbalmente este como ditador. Deveriam estudar um pouco sobre comércio internacional e geopolítica para pelo menos não falar bobagens e compreender que a Venezuela está na situação que está, porque o xerifão do mundo não deixa ninguém comprar petróleo e ouro da mesma, porque querem, porque querem na tora, toda riqueza daquele país, que não aceita ser dominado. Ou burrice ou mau-caratismo, somente fazem vergonha àquela parcela da população que não tem resistência à raciocínio e ler um pouco sobre o que deve ser lido, em vez de confundir religião com política. Burrice tem limites, mas infelizmente ainda têm alguns papagaios ...