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A súbita ascensão dos republicanos


Por Genaldo de Melo
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Deve existir muito tempo em que apenas um partido político tenha sido tão cortejado como o Partido da República (PR) foi nessas últimas semanas que antecedem as convenções dos partidos, que escolherão os candidatos que disputarão à Presidência da República.

Primeiro foi a possibilidade alentada por Jair Bolsonaro de ter como seu vice o senador “evangélico” Magno Malta, que parece que ao ver a barca furada em que poderia embarcar desistiu e anunciou sua candidatura a reeleição ao Senado Federal, deixando a ver navios na praia o bruto capitão que agora faz campanha com crianças fazendo gestos de armas em punhos.

Depois veio a grande possibilidade que todos os partidos enxergaram rápido, da esquerda à direita, de ter o filho do ex-vice de Lula, o empresário Josué Gomes, de ser o nome também de vice. Sonhou com isso Ciro Gomes e outros, e inclusive na Bahia se aventou a possibilidade do homem ser cabeça de chapa e Jacques Wagner ser seu vice.

Mas para surpresa de todos, o homem foi anunciado pelo chamado Centrão (que de Centrão não tem é nada, porque nunca vi um partido como o DEM de direita radical ser de centro!) como candidato a vice de Geraldo Alckmin, desbancando a possibilidade de todos de ter um homem na chapa que acalmasse o capital especulativo, chamado de mercado.

Mas para mais surpresa ainda, ele disse que ainda vai dá a resposta. E do mesmo modo, cortejado como sempre, o governador de Minas Gerais acaba de anunciar que vai convidá-lo para sua chapa de reeleição no Estado. Uma confusão dos diabos, mas que colocou um único partido e seus homens no centro de todas as atenções nos últimos tempos. Vamos esperar para ver no que é que dá!

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