Pular para o conteúdo principal

1% da população controla quase metade da terra no Brasil, diz site americano

Por Genaldo de Melo
 
Eis uma estatística de arregalar os olhos do Brasil: 1 por cento da população controla quase metade da terra. O país é um dos lugares mais desiguais do mundo em termos de distribuição de terras. E uma das razões são as leis da era colonial que ainda estão vigentes. Em um escritório no centro do Rio de Janeiro, onde as vendas de imóveis nesta área têm firma reconhecida, o notário lê-nos uma lista de famílias que recebem porcentagem de todas as transações imobiliárias em certas partes da cidade. Entre elas está Orleans e Bragança – o nome da antiga família real brasileira. O sistema é chamado “enfiteuse”. Em termos práticos, isso significa que algumas pessoas no Brasil ainda têm que pagar impostos sobre a propriedade a ex-membros da realeza e nobres portugueses. Acredita-se que a enfiteuse começou na Roma antiga e foi levada para o Brasil quando Portugal colonizou o lugar em 1500. “Nos tempos coloniais, a propriedade privada não existia. Todas as terras foram consideradas propriedades da coroa portuguesa. O rei dava concessões aos amigos da corte”, conta Alex Magalhães, professor da Universidade Federal de Rio de Janeiro. Algumas dessas concessões eram vastas. Afinal, o Brasil era praticamente do tamanho de um continente. Esses nobres – e a Igreja Católica, que também recebeu terras – poderiam ganhar pelo aluguel, permitindo que outras pessoas construíssem na propriedade, mas mantendo os direitos de terra para si próprios. Emula uma espécie de sistema feudal que era popular em muitas partes da Europa há séculos. Ao contrário do sistema de locação na Inglaterra, a enfiteuse concede direitos para sempre. Magalhães diz que, naquela época, fazia sentido: foi uma forma de apoiar o conjunto da empresa colonial e nenhuma pessoa poderia desenvolver enormes latifúndios. Mas o que faz menos sentido, afirmam os críticos, é que o sistema ainda está funcionando 500 anos mais tarde. (NPR)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A FRAQUEZA E AS DOENÇAS DE UM LÍDER PEQUENO

Por Genaldo de Melo O líder político deve ser sempre o mais forte, moral e espiritualmente, do grupo que lidera, ou pelo menos parecer ser. Fraqueza é a premissa mais incoerente que existe na natureza de quem  deseja liderar politicamente um povo. Apenas no extremismo político a fraqueza pode ser considerada coisa boa, porque um fanático não enxerga tal coisa como negativa. Apenas os apedeutas do extremismo são verdadeiros analfabetos políticos. Como compreender o ex-presidente que sempre arrotou valentia, vomitava intolerância, violência e ódio continuar com tantos seguidores demonstrando fraqueza e se vitimizando o tempo todo quando a coisa aperta para ele? Não o considero líder de nada, apenas de oligofrênicos! O homem foi condenado a ficar fechado na cadeia a mais de vinte sete anos por crimes que evidentemente cometeu, conforme o Código Penal e a Constituição Federal, e fica todo dia inventando coisas para voltar para casa para voltar a encrencar e infernizar a vida do povo br...

LITERATURA

 

A VERGONHA DE FEIRA DE SANTANA SÃO IDIOTAS SEREM VEREADORES

Por Genaldo de Melo É uma vergonha que um município do tamanho de Feira de Santana, maior que nove capitais brasileiras, tenha alguns vereadores que sem estudar, ou por mau-caratismo mesmo, em vez de se preocupar com coisa mais importante para nosso povo, vão para a Câmara de Vereadores falar mal de Lula, porque ele recebeu o presidente da Venezuela, agredindo verbalmente este como ditador. Deveriam estudar um pouco sobre comércio internacional e geopolítica para pelo menos não falar bobagens e compreender que a Venezuela está na situação que está, porque o xerifão do mundo não deixa ninguém comprar petróleo e ouro da mesma, porque querem, porque querem na tora, toda riqueza daquele país, que não aceita ser dominado. Ou burrice ou mau-caratismo, somente fazem vergonha àquela parcela da população que não tem resistência à raciocínio e ler um pouco sobre o que deve ser lido, em vez de confundir religião com política. Burrice tem limites, mas infelizmente ainda têm alguns papagaios ...