Por Genaldo de Melo
Senadores da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado
aprovaram há pouco, por 26 votos a 1, a mensagem presidencial que
recomenda a permanência do procurador-geral da República, Rodrigo Janot,
por mais dois anos no cargo. Em dez horas e 22 minutos de discussões, a
sabatina foi marcada pelo confronto promovido por Fernando Collor
(PTB-AL) contra o sabatinado, que denunciou o senador ao Supremo
Tribunal Federal (STF), na última quinta-feira (20), por suspeitas de
envolvimento no esquema de corrupção descoberto na Petrobras
pela Operação Lava Jato. Eleito chefe da PGR pela primeira vez em
setembro de 2013, Janot teria seu mandato expirado em 17 de setembro. A
indicação segue para o Plenário do Senado em regime de urgência. O único voto contrário foi de Collor. Em sua inquirição, o senador
acusou Janot de omitir em seu currículo o fato de ter advogado quando
era subprocurador da República, de contratar sem licitação uma empresa
de comunicação na Procuradoria-Geral da República (PGR) e de ter alugado
indevidamente, como estrutura à disposição da PGR, uma casa de 1.226
metros em área nobre de Brasília. Os ataques foram adiante. Collor
afirmou ainda que Janot abrigou em sua casa, em Angra dos Reis (RJ), em
1995, um irmão contraventor procurado pela Interpol. (DCM)
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