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Para Rodrigo Janot a investigação sobre Dilma é técnica, não política

Por Genaldo de Melo
Geraldo Magela/Agência Senado:
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ressaltou que a investigação sobre as chamadas 'pedaladas fiscais' identificadas nas contas do governo da presidente Dilma Rousseff em 2014 é "técnica e não se deixa contaminar pelo aspecto político", nem depende de manifestação do Tribunal de Contas da União (TCU). Janot é sabatinado no Senado nesta quarta-feira 26. Em resposta ao senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), que questionou o "silêncio" da Janot sobre representação da oposição contra a presidente Dilma Rousseff em relação às 'pedaladas fiscais', o procurador-geral afirmou: "A investigação está seguindo, senador. As investigações prosseguem, o Ministério Público pediu informações das autoridades devidas e neste momento aguarda informações da presidência da República". A respeito da teoria do domínio do fato, que segundo o senador tucano, poderia incriminar Dilma, Janot ressaltou que ele "não dispensa prova". "A teoria do domínio do fato é uma mera propriedade transitiva: A conhece B, que conhece C. Logo, A conhece C. Mas não dispensa prova. Ele permite alcançar a pessoa que não é o executor do delito, mas o mentor. Permite alcançar essa pessoa. Mas volto a dizer: tem que haver prova". Janot chamou de "factoide" e de "ilação impossível" a tese do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de que o procurador-geral teria feito um 'acordão' com o governo federal para denunciar o deputado por corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito da Lava Jato. "Nego veementemente qualquer possibilidade de acordo que possa interferir nas investigações. A essa altura, eu não deixaria os trilhos da atuação técnica do Ministério Público para um processo que eu não conheço, que é o caminho da política. Este é um compromisso que eu assumo. Não há possibilidade de qualquer acordão, como dito aí". (Brasil247)

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