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Fatos de Nossa América

O governo da Colômbia e as FARC continuam essa semana em Oslo, Noruega, os diálogos de paz que buscam por fim ao conflito armado que já dura mais de 50 anos

 
Joaquín Piñero - Brasil de Fato
 
Peru
Os filhos do ex-presidente peruano Alberto Fujimori, que está preso cumprindo 25 anos de detenção por crimes contra a humanidade e corrupção, apresentaram na semana passada solicitação formal de indulto humanitário ao Ministério da Justiça e Direitos Humanos.
Keiko Fujimori, uma das filhas e que no ano passado foi derrotada por Ollanta Humala na disputa eleitoral alegou que se trata de um “indulto humanitário, feito com critério médico”. Garantiu ainda que seu pai não voltará a participar ativamente da política, caso lhe seja concedido o indulto e que estariam dispostos a pagar a reparação civil da ordem de 27 milhões de sóis (equivalente a R$ 21,22 milhões).
O governo peruano tem afirmado que o tema será analisado de acordo com os critérios estabelecidos por lei e que a decisão de Humala não será influenciada por componente político. Segundo as leis peruanas, o pedido será avaliado por uma comissão especial encarregada destes casos e que, sem estabelecer prazos, será enviado um relatório técnico ao presidente Humala que tomará uma decisão definitiva.
 
Bolívia
O ministro da Presidência do governo Boliviano, Juan Ramón Quintana, anunciou dia 14 que irá convocar a Fundação Nacional para a Democracia e ao Instituto Republicano Internacional, ambos ligados à Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) para dar explicações sobre a acusação de que estariam usando recursos com intuito de desestabilizar e conspirar contra os processos de mudanças na Bolívia.
No mesmo tom, o presidente Evo Morales disse que desde 2006 os Estados Unidos exerce, através de vários mecanismos, incluindo o de financiar redes, uma conspiração permanente contra seu governo e que não se deterá frente essas ameaças. Destacou ainda que os Estados Unidos impôs durante mais de 50 anos uma relação assimétrica, desrespeitosa, abusiva, dominante e hegemônica em relação à Bolívia e que isso vem sendo mudado desde que assumiu o governo.
Historicamente a Usaid tem sido questionada em vários países por seus mecanismos de atuação visando desestabilizar governos não alinhados às políticas aplicadas desde Washington.
 
Colômbia
O governo da Colômbia e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) continuam essa semana em Oslo, Noruega, os diálogos de paz que buscam por fim ao conflito armado que já dura mais de 50 anos. O documento denominado Acordo Geral para o término do conflito e a construção de uma paz estável e duradoura será a base para as conversações e contém cinco pontos primordiais que são: política de desenvolvimento agrário integral; participação política; fim do conflito; solução aos problemas das drogas ilícitas e por último, sobre as vítimas. Após Oslo, o diálogo continuará em Havana, onde se deu inicialmente esse acordo. A equipe de negociação do governo da Colômbia é liderada por Humberto de La Calle, advogado e que foi vice-presidente entre 1994 e 1996, durante o governo de Ernesto Samper. Da parte das Farc estarão como delegados plenipotenciários os comandantes Iván Márques, Rodrigo Granda, além de Simón Trindade que atualmente cumpre uma sentença de 60 anos de prisão nos Estados Unidos.

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