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O futebol da gente pequena


Por Genaldo de Melo

Apesar de ter jogado uma bolinha lá na minha cidade natal, Porto da Folha, quando criança, nunca fui bom de bola, e nem mesmo entendi suas estratégias. Mas mesmo assim sempre gostei do bom futebol, e principalmente daqueles que tem condições necessárias para pensar como ser vencedor no campo, em todos os sentidos. Na raça, na arte ou na artimanha, porque futebol é assim mesmo! Futebol é uma arte e um espetáculo apreciado por todos os brasileiros.

Lembro-me da surra que levei de minha mãe em 1982 por causa de futebol, na época da TV preto e branco com uma tela colorida para camuflar um aparelho que de fato era preto e branco, do “Zé Matuto” que foi à praia de Luís Gonzaga, do milho verde assado na fogueira de São João e das grandes vitórias do Brasil sobre a Nova Zelândia e a Escócia por 4x0 e 4x1, respectivamente. O futebol era uma paixão tão grande da gente, que ninguém estava preocupado se a mãe da gente não compreendia da nossa paixão em ver Zico, Sócrates, Eder, Valdir Perez e outros jogarem, e depois das seis da tarde na fatídica copa do mundo a surra viesse depois. Confesso que com medo da surra o jogo com a Itália ouvi foi no “motorádio” de pilha com seu Zé Sudé, meu vizinho.

Qual era mesmo o problema? O futebol brasileiro era o melhor do mundo e nos dava orgulho disso. Se Paulo Rossi destruiu nosso sonho, não teve problema nenhum, pois o mestre Telê mostrou ao mundo o que tínhamos de melhor no eixo Rio-Minas-São Paulo. Nenhum jogador era de empresários gananciosos que fazem do futebol brasileiro de hoje um dos piores do mundo. Éramos felizes, mesmo com a nossa derrota para Itália...

Hoje nossa mágoa é ver um futebol pequeno de gente pequena que somente pensa em dinheiro e fama, e ainda acha que pode ser campeão em 2014. Aonde pelo amor de Deus com isso? De tempos em tempos ganhamos de uma seleção inferior e fica o Grande Irmão a bravejar na telinha que somos bons demais...!

Sem sombra para dúvidas fomos, e de fato fomos o melhor futebol do mundo, mas criamos o hábito de ganhar dinheiro com nossos craques. Degeneramos o nosso futebol, a ponto de a deusa Confederação Brasileira de Futebol e sua turma dirigente, aliada a Rede Globo de Comunicações vender espetáculos fajutos, somente para vender jogadores que o povo brasileiro nem conhece. Empresários inescrupulosos vendem jogadores para o exterior que nunca os brasileiros viram jogar em terras canarinhas, e fica esse rapaz da boca de envelope amassado que é técnico da seleção brasileira a convocar os mesmos para vestir a amarelinha em amistosos ridículos, com seleções pequenas, apenas para valorizar o passe e vender os mesmos mais caros ainda. Ora, e quando pegam uma seleção de futebol mais capaz, não ganhamos nunca!

Que ridículo! O futebol brasileiro parece que não está preparando um plantel para a copa de 2014, exatamente em nossa terra. Parece que está apenas servindo de trampolim para que alguns “iluminados” possam aumentar suas gordas poupanças. São jogadores pequenos que em nada parece àquela seleção de Telê Santana ou até mesmo aquela de Felipão. Todo mundo que gosta de futebol já chegou a conclusão de esse rapaz que dirige nossa seleção não tem capacidade nenhuma para fazer nossa seleção vencer em 2014. Tem apenas capacidade prá ficar dando sempre explicações dos baixos desempenhos em campo e somente isso. Se foi campeão no timão, ali realmente houve um milagre...!

Enquanto ficar um bando de interesseiros e ultrapassados dirigindo a CBF jamais teremos um futebol competitivo e capaz de nos orgulhar como nos anos setenta e oitenta. Mas quando isso vai acontecer mesmo?

Porque capacidade para participar do mercado do futebol e ao mesmo tempo apresentar resultados concretos somente os europeus, e pronto! Pelo amor de Deus “manos”!

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