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Recado para uma amiga..


Por Genaldo de Melo

Partido político em sua essência com seu programa e seus quadros humanos, não deveriam porque isso é muito subjetivo, devem servir não somente a um projeto de poder de apenas um grupo político, mas para construção e execução prática de um projeto de Estado, em que alianças de amplas correlações de forças com os demais outros partidos existentes de direito, existam de fato. Porque senão jamais vai existir a tal da palavra tão falada nos últimos tempos, governabilidade.

Historicamente está comprovado que todos os partidos políticos que se alçaram ao Poder no mundo, achando que tudo poderiam fazer sozinhos, promoveram desonras humanas na forma mais literal schopenhaueriana, sendo que alguns dizimaram gentes e envergonharam a própria história da civilização humana.

E principalmente, partidos políticos que chegaram à condição de decidir sozinhos sobre a vida dos povos que deveriam politicamente representar, não deram certos do ponto vista democrático, porque cometeram em sua grande maioria o erro grave de deixar apenas um líder tomar as decisões que cabiam a maioria. Essa história todo mundo já conhece e sabe no que pode dá, ou seja, em tiranias e desvios viciosos de comportamentos e outras coisas mais...

Digo isso, porque respeito o partido do nosso mais lembrado ex-chefe da Casa Civil da Presidência da República dos últimos tempos, que todo sabe quem é! Mas digo também porque entendo que um partido político que está no controle do Poder político no Brasil, que indicou a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal, não pode cometer o erro de aceitar a ideia de apenas alguns poucos que estão no ostracismo (que não é o caso do ex-Presidente da República), de querer colocar nas ruas quadros e militantes políticos para mobilizar a sociedade em defesa de apenas os mesmos poucos, contrariando decisões certas, políticas ou erradas de um dos três poderes da República brasileira, o Poder Judiciário.

Tem alguma errada nessa história. Estão querendo inclusive transformar o conceito prático e gramsciano de partido, ou somos um tanto ignorante. Partido não é Estado, não é Poder e simplesmente não o todo, é fração de um conjunto do todo. Isso é muito perigoso...!

Se a maior liderança dos últimos tempos que apaixonou a maior parcela dos brasileiros, que criou politicamente e apresentou a primeira mulher Presidente da República, bem como o partido político que foi das multidões em tese se renderam a ideia de brigar com um dos poderes da República pelas suas decisões, então para que serve a diversidade e demais partidos políticos, bem como os três poderes da República?

Isso é muito perigoso. Um ou dois homens apenas não podem gastar a energia e a militância de uma agremiação política para defender apenas seus interesses pessoais e grupais. Sua eminência parda pode vir à tona e 2014 pode ser tão cruel como um túmulo eleitoral!

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