Por Genaldo de Melo
O relator da indicação de Luiz Edson Fachin ao Supremo Tribunal
Federal no Senado, Alvaro Dias (PSDB-PR), saiu em defesa do jurista na
sabatina realizada nesta terça-feira, 12, e afirmou que seria
"oportunismo eleitoral" rejeitar seu nome. "Seríamos indignos do apreço popular se, de forma oportunista, nos
colocássemos contra (Fachin) apenas para alvejar a presidente da
República no momento da grave impopularidade que ostenta", afirmou o
tucano, que tem defendido o nome do conterrâneo no Congresso. Apesar de o PSDB estar contra o nome de Fachin, Dias está em campanha
pelo jurista, a quem concedeu um parecer favorável em seu relatório
apresentado na CCJ. Seu partido, no entanto, é contrário à indicação. O
senador tucano resolveu apoiar Fachin depois de apelos que recebeu da
sua base eleitoral, no Paraná. Apesar de ser gaúcho, o jurista fez
carreira no Estado de Dias e é praticamente uma unanimidade no meio
jurídico paranaense. O senador pediu que a CCJ não coloque o interesse "motivado pela
paixão político partidária" à frente do interesse público. Dias leu
questões enviadas por internautas em sua página nas redes sociais,
sempre defendendo o advogado. O tucano disse, por exemplo, que "em
muitos momentos" Fachin esteve contra o PT. Senadores da base apostam que o placar final da votação após a
sabatina será de 20 votos a favor e 7 contra a indicação. Apesar da
aprovação com folga estimada na CCJ, petistas têm demonstrado
preocupação em relação à postura que será adotada pelo PMDB no plenário.
Como a votação é secreta, os parlamentares consideram que fica mais
difícil rastrear quem votou contra a indicação da presidente Dilma
Rousseff no plenário, quando opinam os 81 senadores.
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