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Israel e petróleo, prioridades dos EUA no Oriente Médio

O líder do movimento de resistência libanês Hezbolá, Hassan Nasrallah, pediu a união dos muçulmanos contra os Estados Unidos, cujas duas preocupações no Oriente Médio, disse ele, são Israel e petróleo.
Durante um discurso na noite passada por vídeo-conferência, para assinalar o aniversário do Profeta Maomé, o secretário-geral do grupo xiita defendeu a imagem do Irã e da Síria contra a ofensiva política, militar e de mídia de Washington e seus aliados.

A este respeito, Nasrallah acusou as "potências arrogantes" (do Ocidente) de não desejarem a unidade entre os muçulmanos, para realizar suas ambições, e negou categoricamente que o Irã está promovendo um "expansionismo xiita" na região e no mundo.

Ele criticou duramente o intervencionismo dos EUA para ajudar seu aliado sionista, e, como contrapartida, apresentar uma imagem negativa do Irã na região. "Washington tem apenas duas preocupações no Oriente Médio, Israel e o petróleo", disse ele.

Por outro lado, o xeque xiita agradeceu em seu discurso, seguido por milhares de simpatizantes em Beirute, o apoio da República Islâmica do Irã ao movimento de resistência libanês, e a solidariedade com o governo do presidente sírio, Bashar Al-Assad.

"A única falha do Irã foi ter derrubado o Xá (Mohammad Reza Pahlavi, em 1979), um espião dos EUA e Israel, e restaurado o equilíbrio na região", disse o líder libanês ao agradecer o apoio de Teerã ao Hezbolá, durante a chamada guerra de 34 dias com Israel.

"A resistência no Líbano conquistou a maior e mais importante vitória árabe contra Israel em 2006. Esta vitória não teria sido possível sem o apoio do Irã", disse ele.

Ele também confirmou que o Hezbolá "não se beneficia apenas do apoio político e moral, mas também material" do Irã, que também apóia a resistência palestina e isso "é uma honra."

Quanto à Síria, ele informou que "os EUA e outros países ocidentais, além de Israel e alguns países árabes, têm tomado a decisão de derrubar o governo do presidente Bashar Al-Assad", recorrendo a qualquer meio e método.

Depois de descartar que o Hezbolé tem algum um papel na Síria, Nasrallah disse que "a realidade é que há um governo que tem uma constituição, um parlamento e se mantém com o apoio do Exército e da maioria do povo", ainda que tenha admitido que há deserções .

Ele defendeu as reformas empreendidas por Al-Assad e qualificou como uma montagem e como desinformação a supostra repressão militar contra civis em Homs, coincidindo - observou - com o debate no Conselho de Segurança da ONU sobre a resolução anti-Síria.

"A coincidência no tempo desta campanha (da mídia) com a reunião do Conselho prova que os meios são submissos às regras desta guerra, mais uma vez imposta pelos EUA", fustigou.

Fonte: Prensa Latina

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