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Yoani Sanchez ataca Dilma e fica sem permissão para vir ao Brasil

Pela 19ª vez em menos de quatro anos, o governo de Cuba não concedeu permissão para que a blogueira e ativista Yoani Sánchez faça uma viagem para fora do país. A informação foi postada nesta sexta-feira (3) pela dissidente em sua página no Twitter. Na quinta-feira (2), ela atacou a presidente. "Na rua, comentam que 'Dilma veio a Cuba com a carteira aberta e os olhos fechados'", publicou no Twitter, empregando o recurso de mencionar o perfil de outro usuário - nesse caso, o da própria Dilma.
O comentário sucede visita da presidente a Cuba, onde ela chegou a afirmar que os direitos humanos não podem ser adotados como uma "arma de combate político-ideológico". Yoani Sánchez é conhecida por manter um blog no qual denuncia o que ela entende como violações à liberdade de expressão e aos direitos humanos na ilha socialista.

Também por meio do Twitter, a blogueira havia comemorado ter recebido o visto do Itamaraty para que pudesse visitar o Brasil, onde pretende, na condição de convidada do cineasta Claudio Galvão da Silva, assistir à estreia do documentário Conexão Cuba-Honduras, do qual ela participa como entrevistada.

Persona non grata

O líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (PT-SP), defendeu na terça-feira a postura do governo federal de não polemizar com a situação dos direitos humanos na ilha de Cuba. Segundo ele, ainda que as autoridades nacionais tenham concedido visto à ativista cubana Yoani Sánchez, a presidente não deve ser obrigada a recebê-la em Brasília. "Ninguém pode obrigar a presidente a receber uma pessoa só porque ela faz parte de um movimento político", disse o parlamentar.

Dilma desembarcou em Cuba em meio a pressões provocadas após a morte do preso comum Wilman Villar Mendoza depois de uma greve de fome de aproximadamente 50 dias. A jornalistas, ela disse que todos os países têm "telhado de vidro" em relação aos direitos humanos.

Em sua primeira visita a Cuba, Dilma anunciou apoio às reformas econômicas de Raúl Castro, no que considerou como uma cooperação bilateral "estratégica". Ela assinou acordos para criar um banco de dados geológicos, reforçar o Centro de Tecnologia e Qualidade do Ministério da Indústria Siderúrgica e criar uma rede de bancos de leite materno.

Fonte: Vermelho

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