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Ou resolve o impasse ou sairemos perdendo!

Por Genaldo de Melo
O impasse entre os policiais militares em greve e em posse do prédio da Assembléia Legislativa da Bahia, e o Governo do Estado que cumpre a lei por obrigação, deve ser resolvido o mais urgente possível. Pois do contrário, quem sairá perdendo mesmo vai ser a cidade de Salvador e o Estado da Bahia, principalmente do ponto de vista econômico. Salvador sedia um dos maiores carnavais de rua do mundo, atraindo muitas centenas de milhares de turistas de todos os lugares do mundo.

As conseqüências podem ir muito mais além do prejuízo do carnaval. O turismo mesmo de fato pode sofrer conseqüências devastadoras. Quem de fato gasta dinheiro não terá coragem de vim para essas paradas, porque esse impasse poderá ficará no imaginário. A história é a prova dos nove!

A lei versus o direito de reivindicar

Os movimentos sindicais e sociais do Estado estão naturalmente empenhados na defesa dos policiais militares grevistas, porque esse será sempre seu papel natural. À Sociedade Civil cabe o papel que vai além do Estado, pois sobre ela recai a responsabilidade de pautar o Estado burocrático. Mas qual é mesmo a linha tênue entre o direito de classe e o que de fato o Estado pode? Qual o limite da Sociedade Civil Organizada?
O Governo do Estado colocou-se contra a pauta apresentada pelos grevistas e está apresentando seus argumentos baseados na Lei de Responsabilidade Fiscal, bem como na necessidade do respeito e obediência que as forças de segurança pública devem ter pelo Estado. O impasse colocado para o Governo do Estado está colocando formadores de opinião e agremiações partidárias alinhadas politicamente para tomar a postura da defesa do Governo, compreendendo que isso será catastrófico para a economia baiana, o que de fato já está acontecendo. Mas os grevistas não têm razão?
O impasse deve ser resolvido logo, porque a catástrofe é eminente. E o exército não tem capacidade nenhuma de fazer segurança de carnaval baiano. Exército é para defesa do Estado e para a guerra, não para as ruas!
Não ao derramamento de sangue
A grande preocupação da sociedade baiana é que possa haver derramamento de sangue e manchar a nossa história, principalmente num Governo considerado por todos democrático. As Forças Armadas estão preparadas para a guerra, e somente para guerra, e a Política Militar é preparada para fazer a segurança, principalmente nas áreas urbanas. Mas ambos estão armados até os “dentes, e ambos com os nervos a “flor da pele”. Pela forma como está sendo conduzido o processo todo, um conflito de proporções catastróficas poderá acontecer. Vamos ao diálogo urgente!
O ridículo papel da oposição
De forma oportunista e irresponsável políticos de oposição ao Governo do Estado da Bahia, principalmente do DEM e do PSOL, estão querendo se aproveitar do impasse existente para a autopromoção eleitoreira e dos interesses de “umbigo”. A cúpula diminuta do DEM, sem nenhuma significância política hoje no Estado, se esqueceu de 2001, quando não teve a capacidade num impasse menor de imprimir a marca da tolerância e da gestão do conflito.
Quanto ao PSOL, desculpe os companheiros que fazem parte da agremiação, não tem experiência nenhuma com a gestão pública, pois nunca tiveram no Governo. Esse Partido é formado por muitos funcionários públicos, que têm estabilidade de emprego, e podem gritar e esbravejar. Gritar para que o mundo inteiro possa ouvir apenas, não resolve problemas, amigos!
O impasse deve resolvido e não ser utilizado politicamente por pessoas que não sabe o que é mesmo fazer política para a maioria!

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