Por
Genaldo de Melo
Um dos maiores pontos
de estrangulamento de todos os governos e Estados do mundo moderno, e que
deverá se perdurar por muito tempo, caso não se formule estratégias de prevenção
e combate do mesmo, é a corrupção de atores dos próprios governos e Estados. Consomem-se
quantidades de divisas com essa doença do mundo político que beira ao absurdo,
principalmente quando se considera que existem mazelas e desordens sociais que
precisam ser combatidas com boas idéias, que carecem naturalmente de recursos. Parece
que quanto mais aumenta a fome no mundo, bem como a drogadição e a violência, a
corrupção ganha corpo de monstro.
A disputa pelo poder
para corromper e surrupiar os cofres públicos é tão grande, que ninguém,
absolutamente quase ninguém, tem a preocupação de mudar as regras do jogo
político, bem como as formas e métodos de governar. Uma das fontes principais
para o crescimento da corrupção está na metodologia governamental de substituir
nas administrações dos postos de governo e seus tentáculos de ação, a gestão
técnica das Políticas Públicas por gestões meramente baseada no caráter
político.
Dividir o poder entre
partidos políticos sem programas, e até mesmo entre lideranças sem escrúpulos,
tem sido um grande mal em todos os governos e Estados do mundo. Pois já está
mais que provado que são poucos os políticos que têm capacidade técnica para
administrar postos de governo. É a tal governabilidade! Poder, riqueza e
prestígio têm sido ao longo dos tempos mais importante do que resolver de fato
os problemas do povo.
Não que tenhamos que
ser contra a gestão política, porque isso seria hipocrisia. Mas está comprovado
que governos e Estados que priorizam em seus quadros técnicos em cada área de
atuação, especialistas, a corrupção é menor, bem como os problemas sociais são
infinitamente inferiores. Isso porque o dinheiro público está mais em função de
programas governamentais sérios para resolver as mazelas e desordens sociais,
do que em função de partidos políticos sem projetos e corporações de bandidos
viciados em cofres públicos.
Os governos que têm a
preocupação de formar tecnicamente suas estruturas de poder são poucos no mundo
moderno, porque são poucos os partidos políticos sérios, como também são poucos
os políticos que pautam suas ações na ética e na honestidade.
Quando a política
promove seu divórcio da moral, ela é tão pequena quanto um grão de areia,
apesar de ser nua e cruel como ensinou um pouco o homem de Florença. Quando a
gestão pública é dividida não em função do povo, mas em função de canalhas, ela
deixa de ser pública e passa a ser de natureza privada. Para resolver isso é
preciso defender de fato governos que além da capacidade política, tenham a
capacidade técnica para gerenciar em função de todos, e ultrapasse alinha do
individualismo exacerbado dos tomadores de uísque estrangeiro.
Governar pelo bem
comum é saber gerenciar o próprio ato de governar!
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