Pular para o conteúdo principal

Por que a Veja é a revista mais cara do mundo:


Por Pierre Lucena, no
blog
Acerto
de Contas
:


Recentemente escrevi um texto falando do equivocado
modelo de negócios que estaria sendo utilizado pelas publicações no Brasil para
suas edições nos tablets.

A Veja atualmente cobra US$ 4,99 por cada
revista no Ipad, a Isto é e a Época cobram US$ 3,99 e a Carta Capital ainda
distribui gratuitamente e não definiu o valor da cobrança, que deve iniciar
ainda este mês.

Mas eis que esta semana olho a capa da Veja, que vem com
o seguinte título: Por que o Brasil tem o iPhone mais caro do mundo?

A matéria, honesta em seu conteúdo, reclama dos altos
custos de colocação no mercado brasileiro, especialmente dos impostos. Fala
também da tentativa da Apple de empurrar o modelo mais modesto, o iPhone 4 de 8
GB, pelo preço semelhante ao modelo superior, o 4S. No exterior os modelos
anteriores recebem um grande incentivo de preço para atingir consumidores com
menor poder de compra.

Antes da publicação da revista, o Blog do Iphone
já havia citado este fato, sugerindo que ninguém comprasse este modelo,
especialmente pela falta de respeito com o consumidor.

Mas até aí nada
demais. É apenas uma falha de mercado que tende a ser corrigida com o
tempo.

E já que a Veja fez a pergunta, complemento: Por que a Veja é a
revista semanal mais cara do mundo no iPad?

A The Economist, melhor
revista publicada atualmente, custa US$ 24,99 por 6 meses, a The New Yorker fica
por US$ 6,99 a assinatura mensal e a Newsweek custa apenas US$ 19,99 por um ano
de assinatura.

A Veja, assim como as outras revistas, tentam a todo custo
empurrar a edição de papel, em um gesto desesperado de frear o inevitável
crescimento das publicações digitais. Essa tentativa equivocada se assemelha à
luta boquirrota de gravadoras de CDs, que ainda não conseguiram se adequar ao
novo modelo de negócios.

No caso da Veja, talvez devesse olhar para
dentro de seu modelo de negócios e fazer uma autocrítica antes de reclamar da
esperteza alheia.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A FRAQUEZA E AS DOENÇAS DE UM LÍDER PEQUENO

Por Genaldo de Melo O líder político deve ser sempre o mais forte, moral e espiritualmente, do grupo que lidera, ou pelo menos parecer ser. Fraqueza é a premissa mais incoerente que existe na natureza de quem  deseja liderar politicamente um povo. Apenas no extremismo político a fraqueza pode ser considerada coisa boa, porque um fanático não enxerga tal coisa como negativa. Apenas os apedeutas do extremismo são verdadeiros analfabetos políticos. Como compreender o ex-presidente que sempre arrotou valentia, vomitava intolerância, violência e ódio continuar com tantos seguidores demonstrando fraqueza e se vitimizando o tempo todo quando a coisa aperta para ele? Não o considero líder de nada, apenas de oligofrênicos! O homem foi condenado a ficar fechado na cadeia a mais de vinte sete anos por crimes que evidentemente cometeu, conforme o Código Penal e a Constituição Federal, e fica todo dia inventando coisas para voltar para casa para voltar a encrencar e infernizar a vida do povo br...

LITERATURA

 

A VERGONHA DE FEIRA DE SANTANA SÃO IDIOTAS SEREM VEREADORES

Por Genaldo de Melo É uma vergonha que um município do tamanho de Feira de Santana, maior que nove capitais brasileiras, tenha alguns vereadores que sem estudar, ou por mau-caratismo mesmo, em vez de se preocupar com coisa mais importante para nosso povo, vão para a Câmara de Vereadores falar mal de Lula, porque ele recebeu o presidente da Venezuela, agredindo verbalmente este como ditador. Deveriam estudar um pouco sobre comércio internacional e geopolítica para pelo menos não falar bobagens e compreender que a Venezuela está na situação que está, porque o xerifão do mundo não deixa ninguém comprar petróleo e ouro da mesma, porque querem, porque querem na tora, toda riqueza daquele país, que não aceita ser dominado. Ou burrice ou mau-caratismo, somente fazem vergonha àquela parcela da população que não tem resistência à raciocínio e ler um pouco sobre o que deve ser lido, em vez de confundir religião com política. Burrice tem limites, mas infelizmente ainda têm alguns papagaios ...