Por Genaldo de Melo
Lideranças nacionais e estrangeiras de 12 comunidades religiosas se
reúnem na próxima terça-feira (25), no Rio de Janeiro, para debater
mudanças climáticas e seus efeitos sobre a humanidade. Durante o
Encontro Internacional Fé no Clima, cada liderança abordará os
fundamentos sagrados de sua religião sobre a relação do ser humano com o
planeta, bem como a criação e as ações concretas que cada religião
adota para a proteção do meio ambiente ou o enfrentamento das mudanças
climáticas, disse a coordenadora do projeto, antropóloga Maria Rita
Villela, pesquisadora do Instituto de Estudos da Religião (Iser). De
caráter multirreligioso, o encontro resultará na assinatura da
Declaração Fé no Clima, por todos os líderes religiosos. A versão final
será encaminhada à presidenta Dilma Rousseff e à ministra do Meio
Ambiente, Izabella Teixeira. O documento pretende ser uma
contribuição informal do segmento religioso brasileiro à 21ª Convenção
das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP21), que ocorrerá em
dezembro, em Paris, na França. “A gente vai, pelo menos, posicionar esse
grupo de religiões, mostrando nosso esforço, e colocar as preocupações
centrais em uma linguagem comum, de acesso fácil por todos os cidadãos”,
disse Maria Rita. O evento é promovido pelo Iser em parceria com a organização Gestão de Interesse Público. As
diversas contribuições religiosas serão revistas durante o evento
Aldeia Sagrada, programado para o período de 1º a 3 de outubro, na sede
do Viva Rio, na capital do estado. A aldeia foi criada por uma rede
interreligiosa durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio
Ambiente e o Desenvolvimento, conhecida mundialmente como Rio92. Seu
objetivo, segundo Maria Rita Villela, é “manter acesa a chama do
desenvolvimento espiritual com a questão ecológica”. O tema deste ano da
Aldeia Sagrada é sobre mudanças climáticas.(Agência Brasil)
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