Por Genaldo de Melo
Você já
leu a Bíblia? No Livro do Apocalipse, há uma passagem relacionada ao discípulo
João, que relata diversos eventos que acontecerão no fim do mundo. No meio de
todas essas informações há, no capítulo 13,
um episódio em que João conta como criaturas obrigam as pessoas a marcarem suas
mãos e testas para conseguirem sobreviver. Ou seja, "a marca da
besta". Em outra passagem, é possível identificar um trecho, no versículo
18, que diz "aquele que tem entendimento, calcule o número da besta. É o
número do homem. Seu número é seiscentos e sessenta e seis". Desde então,
o número 666 está relacionado com o diabo, ao inferno ou a manifestações
perversas. Porém, para a felicidade de uns e decepção de outros, em 2005, uma
parte do Apocalipse foi encontrada e, novamente, analisada. Detectado
no Egito e datado do século 3, o conteúdo foi decifrado por alguns
pesquisadores, os quais divulgaram que o verdadeiro número da besta é o
"616". Assim, especialistas afirmam que esse pode, realmente, ser o
número certo, uma vez que o 616 é um tipo de guematria, ou seja, códigos que
são fundamentados em números relacionados às letras dos nomes das pessoas.
Muitos cristãos tinham o costume de utilizar os números para camuflar suas
identidades ou, até mesmo, transmitir informações sigilosas. O número 616
seria, então, uma referência a Calígula – o imperador. Contudo, para muitos
religiosos, o número nada mais é do que a uma representação de forças do mal.
Porém, para muitos especialistas, o novo número identificado pode ser
simplesmente uma grande crítica ao Império Romano. (JC)
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