Por Genaldo de Melo
Os líderes dos principais partidos de oposição devem selar uma
aliança espúria com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ),
para dar sequência ao golpe contra a presidente Dilma Rousseff na Casa. A ideia é aproveitar o momento ainda mais tenso na relação entre o
Planalto e Cunha, que acaba de ser denunciado pela Procuradora-Geral da
República por suposto envolvimento na Lava Jato e acusa o governo de
fazer um 'acordão' para atingi-lo, para avançar em um pedido de
impeachment. Desde que Cunha foi denunciado, na última quinta-feira, o presidente
nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), não se pronunciou. O líder
do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), pediu cautela e lembrou que
Cunha é inocente até que se prove o contrário. PSDB, DEM, PPS e SD devem se reunir na próxima terça-feira para
unificar o discurso em torno da defesa do afastamento da presidente, de
acordo com reportagem da Folha de S. Paulo. O acordo prevê que Cunha rejeite inicialmente um pedido de
impeachment, mas oposicionistas entrem em seguida com um recurso, para
que ele seja votado em plenário. O objetivo é não deixar apenas com o
peemedebista a responsabilidade da decisão, além de dar caráter coletivo
à ação.(247)
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