Por Genaldo Melo
A
colunista Monica Bergamo informa que o presidente da Câmara dos
Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pode ser preso preventivamente ou
afastado do cargo durante o recesso parlamentar. O motivo seria a
tentativa de coagir e intimidar testemunhas. Segundo ela, procuradoria-geral da
República, comandada por Rodrigo Janot, trabalha com a informação de que
o presidente da Câmara dos Deputados teria pressionado não apenas o
delator Júlio Camargo, da Toyo Setal, como o lobista Fernando Soares,
tido como “operador” do PMDB. “A tentativa de ocultar provas ou coagir
testemunhas é uma das razões previstas em lei para a decretação de
prisão preventiva de um investigado. Segundo um ministro do Supremo
Tribunal Federal que se diz ‘impressionado’ com as declarações dos
delatores de que sofrem ameaças, a corte tem sido implacável em casos
assim”, informa Bergamo. Cunha, que foi acusado por Júlio
Camargo, da Toyo Setal, de exigir US$ 5 milhões em propinas, acusa Janot
de persegui-lo para ser reconduzido ao cargo de procurador-geral em
setembro. O advogado de Fernando Soares, Nélio Machado, nega que seu
cliente esteja sendo intimidado. “A pressão que ele recebe é na cadeia
para fazer delação”, diz Machado. Segundo Bergamo, o afastamento é mais
provável do que a prisão. “A procuradoria-geral, no entanto,
dificilmente fará pedido semelhante ao STF. Uma das razões é que, ainda
que as supostas ameaças pudessem ser provadas e que a corte, numa
atitude extrema, admitisse a prisão de Eduardo Cunha, ela só seria
efetivada se autorizada pela Câmara dos Deputados – onde o peemedebista
mantém ainda grande influência”, diz ela. “Os procuradores seguem discutindo, no
entanto, a hipótese de pedir o afastamento de Cunha da presidência da
Câmara, como antecipou a coluna. A alegação seria a de que, no cargo,
ele tem poder para tentar atrapalhar as investigações. A decisão só não
foi ainda tomada porque há o temor de que o STF negue o pedido.” (247)
Por Genaldo de Melo O líder político deve ser sempre o mais forte, moral e espiritualmente, do grupo que lidera, ou pelo menos parecer ser. Fraqueza é a premissa mais incoerente que existe na natureza de quem deseja liderar politicamente um povo. Apenas no extremismo político a fraqueza pode ser considerada coisa boa, porque um fanático não enxerga tal coisa como negativa. Apenas os apedeutas do extremismo são verdadeiros analfabetos políticos. Como compreender o ex-presidente que sempre arrotou valentia, vomitava intolerância, violência e ódio continuar com tantos seguidores demonstrando fraqueza e se vitimizando o tempo todo quando a coisa aperta para ele? Não o considero líder de nada, apenas de oligofrênicos! O homem foi condenado a ficar fechado na cadeia a mais de vinte sete anos por crimes que evidentemente cometeu, conforme o Código Penal e a Constituição Federal, e fica todo dia inventando coisas para voltar para casa para voltar a encrencar e infernizar a vida do povo br...
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