Por Genaldo de Melo
A Procuradoria da República no Distrito Federal saiu em defesa nesta
segunda-feira (20) da atuação dos procuradores que trabalharam na
abertura de investigação criminal contra o ex-presidente Luiz Inácio
Lula da Silva por suposto tráfico de influência em favor da construtora
Odebrecht. Em nota, a Procuradoria sustenta que os elementos colhidos até o
"momento não autorizavam nem o arquivamento nem o oferecimento de
denúncia" e que "a única alternativa era a instauração" de um
procedimento de investigação criminal para apurar as suspeitas contra o
petista. "Nesta fase, a dúvida obriga a continuidade da apuração",
afirma o texto. Um dia após a decisão da procuradoria, a defesa do ex-presidente Lula
apresentou reclamação ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP)
pedindo a apuração da conduta do procurador Valtan Timbó Mendes
Furtado. A representação de Lula pede a suspensão do inquérito, abertura de
sindicância e processo administrativo disciplinar para o procurador. A
acusação é de que ele teria interferido em apuração conduzida por outra
procuradora, Mirella Aguiar, que está de férias e atropelado prazos. A Procuradoria afirma que todos os atos foram legais e argumentou que
Furtado estava atuando em substituição a Mirella, e que, com isso, ele
passa a ter todos os deveres do titular, entre eles, a conversão de
noticia de fato, que é uma apuração preliminar, em investigação, como
ocorreu no caso de Lula. De acordo com a nota, o prazo para a conversão da investigação
preliminar em procedimento criminal vencia nesta segunda e foi tomada no
dia 8 de julho porque Furtado atendeu uma solicitação da construtora
Odebrecht. O procurador ampliou até quarta-feira o limite para o envio
de resposta a questionamentos feitos à empresa pelo Ministério Público,
além de pedir nova diligência.(Brasil247)
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