Por Genaldo de Melo
Os meios jornalísticos tentam decifrar a saída do jornalista Lauro Jardim da Veja para o Globo. É uma questão de custos, essencialmente. A Veja já não tem condições de manter a equipe cara que montou ao longo dos anos. Saídas voluntárias, como as de Lauro, são as melhores para a Abril. A empresa não tem que pagar indenização. A Globo era a única alternativa viável para Lauro no universo das grandes corporações jornalísticas. Mesmo sofrendo com a internet, a empresa ainda é muito mais forte financeiramente que a Abril. Lauro tem um perfil caro aos Marinhos: é um repórter dedicado
integralmente a furos — não grandes, é verdade. Mas, se não mudam o
Brasil, os pequenos e constantes furos de Lauro produzem uma certa
sensação de dinamismo editorial. A transferência seria absolutamente banal não fosse por sinalizar a agonia da Veja e, por extensão, da Abril. Nos dias de ouro das revistas, a Veja teria, certamente, coberto a
oferta da Globo. Agora, o mais provável é que tenha dado graças a Deus e
feito as contas para verificar quanto poupa na folha salarial para
efeito do planejamento orçamentário de 2016.
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